ATUALIZADO: Sem querer eu apaguei metade do capítulo e postei (pois é, sou lesada), então agora ele está atualizado e com a parte que estava faltando. Nem sei se alguém lê o que eu escrevo mas, enfim, se alguém estiver lendo isso: oi \o/.
Boa leitura.
Niall estava super bravo comigo mas, ainda assim resolvi que não cairia nos seus joguinhos de chantagem emocional. Eu tinha um objetivo, e ele foi cumprido. No fim das contas confirmei minhas suspeitas: Niall é super ciumento e possessivo. Aquilo era ruim, muito ruim. Tudo o que eu menos precisava era alguém me prendendo e dizendo o que eu tinha ou não tinha que fazer.
Boa leitura.
Niall estava super bravo comigo mas, ainda assim resolvi que não cairia nos seus joguinhos de chantagem emocional. Eu tinha um objetivo, e ele foi cumprido. No fim das contas confirmei minhas suspeitas: Niall é super ciumento e possessivo. Aquilo era ruim, muito ruim. Tudo o que eu menos precisava era alguém me prendendo e dizendo o que eu tinha ou não tinha que fazer.
- Você ainda quer ir ao museu? – perguntei me virando para
ele.
- Você só pode estar brincando comigo! Não está vendo o que
acabamos de fazer? Tem um cara dentro daquele carro e ele pode estar morto!
- Se ele estiver morto não tem nada que possamos fazer. A
culpa não é nossa.
- A culpa é sua.
- Não! Ele me olhou porque quis.
Niall respirou fundo e olhou ao redor procurando uma
solução.
- Vou ligar para a ambulância. – ele disse.
- Já devem ter feito isso. – respondi apontando para o
grupinho de pessoas que agora rodeavam o carro.
- Feliz? – ele perguntou sarcástico - Tudo isso por sua
culpa.
- A culpa não é minha.
- Vai dizer que a culpa é do seu sutiã?
- O que fazemos agora? – perguntei ignorando sua pergunta.
- Vamos embora.
- Ah, eu queria tomar meu sorvete temático.
- Sorvete temático?
- Sim! O Tumba, perfeito. Feito de chocolate e caramelo.
- Isso não é hora de pensar em sorvete.
- Ah, verdade. Agora é hora de pensar em morte e se sentir
culpado.
- Exatamente.
Niall segurou minha mão e descemos a passarela no mesmo
ritmo.
- Entra no carro. – ele disse.
- Por que?
- Rápido antes que nos vejam e tirem fotos.
- Já devem ter tirado.
- Entra no carro.
Entrei, Niall entrou também e bateu a porta com força.
- Para onde vamos? – perguntei.
- Sua casa.
- Minha casa? Por que?
- Calma aí, - ele ligou o carro e dobrou na esquina – pega,
- então tocou seu celular desviando rapidamente os olhos da estrada – entra no
Google.
Peguei o celular e segui suas ordens.
- Entra em qualquer revista online, a primeira. - ele disse.
- Uhum, e agora?
- Lê para mim a manchete em destaque.
- Ok, - deslizei o dedo pela tela no celular – ultimas noticias: O novo casal problema;
Niall Horan e sua namorada (S/N), causaram mais caos para a grande cidade.
Dessa vez, a garota levantou seu moletom por motivos desconhecidos em cima de
uma passarela movimentada... – fiquei em silencio.
- Continua. – Niall falou.
- ...e causou um
acidente de um homem que passava pelo local e se distraiu. Essa garota com certeza atrai acidentes de carro. Qual será o próximo
problema? Estamos esperando ansiosamente, desde que não faça ninguém perder a
vida...
- É, vamos para a sua casa.
- Ainda não entendi a razão.
- Minha casa deve estar lotada de jornalistas agora, não
quero seguir o manual mais uma vez. – então deu uma volta rápida e arriscada em
outra esquina.
- Você vai ficar lá até quando?
- Até o necessário. Não mandei você fazer aquilo.
- Para Niall! Você está parecendo a Flavia botando a culpa
em mim por tudo.
- Dessa vez a culpa é sua.
- Você só está falando isso por conta do ciúmes idiota.
- Eu não tenho ciúmes de você.
- Percebi. – ironizei.
Então ficamos em silencio até chegarmos no meu prédio.
- Que droga, - comentei para mim mesma - eu queria tanto ter ido ao museu.
- Chega de falar desse museu, você vai outro dia.
- Eu vou sexta que vem e vou tomar meu Tumba, não quero que você vá comigo.
- E quem disse que eu quero ir com você?
Subimos o elevador, de novo em silencio.
Entramos no apartamento e minha mãe tratou o Niall super bem, o que me deixou irritada. Ele explicou á ela que teria que ficar ali até o tempo necessário.
Passei o resto do dia no meu quarto e minha mãe e ele na sala conversando.
Quando eram 19:47 tive que sair porque estava com fome. Passei por eles e minha mãe me chamou.
- Ei, senta aí. - ela apontou para o sofá, ao lado do Niall.
- O que? - me sentei.
- Eu quero que vocês me contem tudo. Não gosto de saber que minha filha está na casa de um completo desconhecido.
Alguém tinha que explicar para ela que ela é minha mãe e não minha amiga.
- Então me digam, - ela se curvou na nossa direção - o que vocês fizeram naquela tarde?
Botei a mão na cabeça tentando disfarçar a vergonha que ela me causava.
- Ok (S/N), - disse ela indignada - você não quer me contar? Tudo bem.
- Ótimo. - me levantei.
- Me conta você Niall. - me sentei de novo.
- Contar o que? - ele perguntou.
- O que aconteceu. - ela respondeu.
Eu não sabia o que Niall contaria, fiquei preocupada.
- Bom... - ele parecia sem jeito.
- Conta!
- Para mãe. - falei.
- Conta. - ela me ignorou.
- Que droga, - comentei para mim mesma - eu queria tanto ter ido ao museu.
- Chega de falar desse museu, você vai outro dia.
- Eu vou sexta que vem e vou tomar meu Tumba, não quero que você vá comigo.
- E quem disse que eu quero ir com você?
Subimos o elevador, de novo em silencio.
Entramos no apartamento e minha mãe tratou o Niall super bem, o que me deixou irritada. Ele explicou á ela que teria que ficar ali até o tempo necessário.
Passei o resto do dia no meu quarto e minha mãe e ele na sala conversando.
Quando eram 19:47 tive que sair porque estava com fome. Passei por eles e minha mãe me chamou.
- Ei, senta aí. - ela apontou para o sofá, ao lado do Niall.
- O que? - me sentei.
- Eu quero que vocês me contem tudo. Não gosto de saber que minha filha está na casa de um completo desconhecido.
Alguém tinha que explicar para ela que ela é minha mãe e não minha amiga.
- Então me digam, - ela se curvou na nossa direção - o que vocês fizeram naquela tarde?
Botei a mão na cabeça tentando disfarçar a vergonha que ela me causava.
- Ok (S/N), - disse ela indignada - você não quer me contar? Tudo bem.
- Ótimo. - me levantei.
- Me conta você Niall. - me sentei de novo.
- Contar o que? - ele perguntou.
- O que aconteceu. - ela respondeu.
Eu não sabia o que Niall contaria, fiquei preocupada.
- Bom... - ele parecia sem jeito.
- Conta!
- Para mãe. - falei.
- Conta. - ela me ignorou.
- Nós só olhamos alguns filmes... - ele respondeu.
- Aham, sei. - ela disse ironicamente - Eu já tive a idade de vocês, sei o que acontece.
Aquele era maior mico do mundo, com certeza. Me levantei e peguei uma maçã na cozinha.
- Niall, temos muito o que conversar. - minha mãe disse.
- Não, - a interrompi - o Niall já conversou o suficiente. - o segurei pelo pulso - Vamos.
- Ah, - ele resmungou - eu não quero ir.
- Vamos.
- Para onde?
- Meu quarto.
- Vamos! - ele se levantou e andou animadinho.
Minha mão piscou para mim e eu fingi que não vi.
- Pode parar com a animação, - bati a porta - eu só te trouxe aqui para você ficar longe da minha mãe.
- Ela é legal, uma ótima sogra.
- Sogra de mentira.
- Prefiro dizer: quase real. - ele começou á olhar minha prateleira de livros - E eu não fiquei animadinho porque pensei que faríamos coisas... eu fiquei animado porque finalmente posso invadir a sua privacidade como você invade a minha.
- Eu não invado a sua privacidade!
- Não! Apenas revira minha gaveta de cuecas, pega a chave do meu carro e pega uma blusa minha no roupeiro.
- Como você sabe?
- Flavia.
- Uau! Ela tem o dom de ser filha da puta.
- É. - agora ele mexia na minha escrivaninha.
- Pode vasculhar, não tenho nada á esconder.
- Duvido muito, todos temos.
- Eu não tenho.
- Ok, - ele se virou para mim - me conta garota-que-não-tem-nada-para-esconder: o que você tanto faz nesse quarto?
- Durmo.
- Hum, - Niall olhou para minha cama - parece confortável, é aqui que vou dormir hoje?
- Você vai dormir na sua casa.
- Ainda está cheia de paparazzis.
- De qualquer forma: não. Meu pai nunca deixaria.
- Onde ele está?
- Viajando á trabalho.
- Hum, ele vai ficar sabendo? Ah, você já é maior de idade.
- Eu sou e não, ele não vai saber porque você não vai dormir na minha cama.
- Por que? Eu não disse "dormir na sua cama com você", pode ser que você durma na sala.
- Então você quer que eu durma no sofá para você dormir aqui?
- Na verdade eu queria dormir abraçado em você né? As noites estão tão frias.
Mexi a cabeça negativamente.
- Então me conta Horan, - falei - o que VOCÊ tem á esconder?
- O que? - ele se virou.
- Você não disse que todos escondemos alguma coisa? Então me conta o que mais você esconde além de camisinhas na gaveta.
- Bom... - ele riu - não sei se é a hora certa de te contar.
- É a hora certa! - respondi prontamente morrendo de curiosidade.
- Nem se empolga. É algo que eu acho que você já sabe.
- Não sei! Eu não sei! Conta!
- Você está se empolgando, já disse que não é nada demais.
- Agora que você começou tem que terminar de contar.
- A verdade é que...Ah, é muito idiota.
- Niall! Você está começando á me irritar.
- Não, não. - ele disse - Agora não é a hora certa. Até o fim da noite prometo que te conto.
Respirei fundo sentei na cama.
- Vamos sair hoje é noite? - ele perguntou.
- Festa?
- Sim.
Eu não sabia se devia ir, da ultima vez acabei fazendo tudo o que não deveria.
- Pode ser... - respondi. Ah, era melhor do que ficar em casa telefonando para as minhas amigas e ouvindo como foi o seu dia.
- Beleza, o Harry pode vir aqui me trazer uma roupa?
- Claro.
........................................................
Niall já estava á meia hora trancado no meu quarto, e eu, já
tinha terminado meu banho e o esperava do outro lado da porta de roupão.
- Acabei! – ele abriu a porta – Gostou?
- Ai meu Deus! – respondi rindo – Você ficou meia hora
trancado para se vestir como um unicórnio?
- Unicórnio? – Niall se analisou.
Sim, ele parecia um unicórnio. Usava calças azuis claras,
blusa rosa bebê e jaqueta de couro preta.
- Parece que foi vomitado por um arco-íris. – completei.
- Ah, e você? Com essa roupa cor-de-rosa.
- Niall...
- O que?
- Esse é o meu roupão...
- Hum, agora faz mais sentido...
- Pode sair do meu quarto? Quero trocar de roupa. Ah, pode
ligar para o Harry te trazer outra roupa senão vou sentir vergonha de ser vista
com você assim.
- Ok. – ele abriu passagem.
Bati a porta.
Vesti uma regata preta levemente decotada e uma saia rosa bebê soltinha de
cintura alta. Botei por cima uma jaqueta de couro preta com spikes e calcei um
par de saltos pretos.
Fiz um babyliss bagunçado e passei um batom vermelho.
Abri a porta e Niall estava na sala, já vestido com uma
roupa decente. Harry, Zayn e Liam também estavam ali.
- Oi, - andei até eles – onde está o Louis?
- Uau, você está linda. – Zayn disse.
- Aham. – Harry concordou.
Niall se virou na minha direção e sorriu.
Eles ignoraram minha pergunta mas, como me elogiaram, tudo bem.
- Agora estou no seu nível? – Niall se levantou e deu uma
voltinha.
Vestia calças jeans, blusa e casaco; bem normal.
- Entenda, - Liam se levantou também e deu tapinhas no seu
ombro – você não vai chegar no nível dela nem que se vista de ouro.
- Nossa, obrigada. – sorri.
Niall me encarou, dei de ombros.
Descemos do elevador e decidimos que o ideal era irmos com
dois carros caso alguém quisesse voltar mais cedo. Liam, Harry e Zayn foram em
um, Niall e eu em outro.
...............................................................
A confusão começou nos primeiros 5 minutos. Niall me falou
qual era a balada e eu conhecia, então, percebi que ele seguia pelo caminho
mais longo. Tentei o avisar mas, por mais que eu quisesse ajudar, ele se irritava.
- Niall, acho que era para você ter dobrado na outra rua. –
comentei.
- Eu sei o que eu estou fazendo.
- Não sabe Niall, nós já passamos por essa casa amarela
cinco vezes.
- Tem muitas casas amarelas na cidade, sabia? – ele
retrucou.
- E todas são iguais?
- Você está me desconcentrando.
- Mas você está entrando em uma rua sem saída.
- Essa rua tem saída, eu sei o que eu...ah, é sem saída
mesmo.
- Niall! Me escuta; estamos indo pelo lado contrario.
- Nããão.
- Sim. Você não viu que os três dobraram na rua que eu
falei?
- Não vi, eles estavam atrás da gente.
- Pois é, estamos andando em círculos.
- Não estamos andando em círculos!
- Olha! Olha! A casa amarela!
- Não é a mesma.
- É sim! Olha! Igual.
- Vou te comprar um óculos de 30 graus.
- Que saco Niall, - bufei – me escuta.
- Não quero te escutar cara, fica quieta.
- Cara? Eu não sou um cara, beleza? E eu não vou ficar
quieta.
- Shhhh...
- Não faz “shhhh” pra mim.
- Shhhh...
- Para!
- Então fica quieta!
- Para de me mandar ficar quieta!
- Então para de falar!
Respirei fundo e cruzei os braços enquanto encarava a rua.
Niall queria se perder? Beleza, problema dele.
...............................................................
Finalmente chegamos depois que Niall seguiu pelo caminho que
eu estava falando desde o inicio.
- Viu? – ele perguntou descendo do carro – Eu disse que sei
o que faço.
- Você seguiu pelo caminho que eu disse desde o inicio.
- Não segui não. – segurou minha mão.
- Seguiu sim.
- Não segui não.
- Seguiu sim.
- Não.
- Sim.
- Não.
Niall me puxou para seu outro lado.
- O que foi? – franzi a testa.
- Aqueles caras. – então fez um movimento leve com a cabeça
– Vamos ficar longe.
- O que? Eles só estão fumando. Devem estar tão doidões que
não vão fazer mal á ninguém.
- Isso é o que você pensa.
- Você já fumou para saber?
Niall ficou em silencio.
- Ah, o silencio... – comentei rindo – entrega mais que mil
palavras.
- Para, eu nunca fiz isso.
- Já vi uma foto sua fumando maconha, mas logo saiu do site.
Ele parou de andar.
- O que? – perguntou.
- Saiu do site. – eu ri.
Chegamos na fila.
- É montagem. – Niall disse.
- Aham... qual é a sensação?
- Para, você está me irritando!
- Ah, eu queria provar, vamos? Só um pouquinho.
- Não!
- No fim da festa?
- Não!
- Agora?
- Não!
- No meio da festa...?
- Não, droga!
- Ai Niall, que coisa. Eu só quero provar algo diferente
e...
- VOCÊ QUER MORRER DE OVERDOSE COMO O SEU IRMÃO?
Fiquei quieta. Soltei sua mão. Eu estava paralisada demais
para responder alguma coisa. Senti toda aquela dor e as lembranças dele
voltando em flashes á minha cabeça. Toda a dor que fiquei anos tentando apagar
voltando em segundos.
- Me desculpa, - Niall tentou pegar minha mão – eu não...
- Você nunca devia ter dito isso Niall... – minha voz saiu
falhada mas, foi a única coisa que consegui dizer.
.................................................................
Continua...?




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