domingo, 22 de junho de 2014

Fanfic: Behind the Scenes, CAP. 11

ATUALIZADO: Sem querer eu apaguei metade do capítulo e postei (pois é, sou lesada), então agora ele está atualizado e com a parte que estava faltando. Nem sei se alguém lê o que eu escrevo mas, enfim, se alguém estiver lendo isso: oi \o/.

Boa leitura.

Niall estava super bravo comigo mas, ainda assim resolvi que não cairia nos seus joguinhos de chantagem emocional. Eu tinha um objetivo, e ele foi cumprido. No fim das contas confirmei minhas suspeitas: Niall é super ciumento e possessivo. Aquilo era ruim, muito ruim. Tudo o que eu menos precisava era alguém me prendendo e dizendo o que eu tinha ou não tinha que fazer.

- Você ainda quer ir ao museu? – perguntei me virando para ele.
- Você só pode estar brincando comigo! Não está vendo o que acabamos de fazer? Tem um cara dentro daquele carro e ele pode estar morto!
- Se ele estiver morto não tem nada que possamos fazer. A culpa não é nossa.
- A culpa é sua.
- Não! Ele me olhou porque quis.

Niall respirou fundo e olhou ao redor procurando uma solução.

- Vou ligar para a ambulância. – ele disse.
- Já devem ter feito isso. – respondi apontando para o grupinho de pessoas que agora rodeavam o carro.
- Feliz? – ele perguntou sarcástico - Tudo isso por sua culpa.
- A culpa não é minha.
- Vai dizer que a culpa é do seu sutiã?
- O que fazemos agora? – perguntei ignorando sua pergunta.
- Vamos embora.
- Ah, eu queria tomar meu sorvete temático.
- Sorvete temático?
- Sim! O Tumba, perfeito. Feito de chocolate e caramelo.
- Isso não é hora de pensar em sorvete.
- Ah, verdade. Agora é hora de pensar em morte e se sentir culpado.
- Exatamente.

Niall segurou minha mão e descemos a passarela no mesmo ritmo.

- Entra no carro. – ele disse.
- Por que?
- Rápido antes que nos vejam e tirem fotos.
- Já devem ter tirado.
- Entra no carro.

Entrei, Niall entrou também e bateu a porta com força.

- Para onde vamos? – perguntei.
- Sua casa.
- Minha casa? Por que?
- Calma aí, - ele ligou o carro e dobrou na esquina – pega, - então tocou seu celular desviando rapidamente os olhos da estrada – entra no Google.

Peguei o celular e segui suas ordens.

- Entra em qualquer revista online, a primeira. - ele disse.
- Uhum, e agora?
- Lê para mim a manchete em destaque.
- Ok, - deslizei o dedo pela tela no celular – ultimas noticias: O novo casal problema; Niall Horan e sua namorada (S/N), causaram mais caos para a grande cidade. Dessa vez, a garota levantou seu moletom por motivos desconhecidos em cima de uma passarela movimentada... – fiquei em silencio.
- Continua. – Niall falou.
- ...e causou um acidente de um homem que passava pelo local e se distraiu. Essa garota com certeza atrai acidentes de carro. Qual será o próximo problema? Estamos esperando ansiosamente, desde que não faça ninguém perder a vida...
- É, vamos para a sua casa.
- Ainda não entendi a razão.
- Minha casa deve estar lotada de jornalistas agora, não quero seguir o manual mais uma vez. – então deu uma volta rápida e arriscada em outra esquina.
- Você vai ficar lá até quando?
- Até o necessário. Não mandei você fazer aquilo.
- Para Niall! Você está parecendo a Flavia botando a culpa em mim por tudo.
- Dessa vez a culpa é sua.
- Você só está falando isso por conta do ciúmes idiota.
- Eu não tenho ciúmes de você.
- Percebi. – ironizei.

Então ficamos em silencio até chegarmos no meu prédio.

- Que droga, - comentei para mim mesma - eu queria tanto ter ido ao museu.
- Chega de falar desse museu, você vai outro dia.
- Eu vou sexta que vem e vou tomar meu Tumba, não quero que você vá comigo.
- E quem disse que eu quero ir com você?

Subimos o elevador, de novo em silencio.

Entramos no apartamento e minha mãe tratou o Niall super bem, o que me deixou irritada. Ele explicou á ela que teria que ficar ali até o tempo necessário.

Passei o resto do dia no meu quarto e minha mãe e ele na sala conversando.

Quando eram 19:47 tive que sair porque estava com fome. Passei por eles e minha mãe me chamou.

- Ei, senta aí. - ela apontou para o sofá, ao lado do Niall.
- O que? - me sentei.
- Eu quero que vocês me contem tudo. Não gosto de saber que minha filha está na casa de um completo desconhecido.

Alguém tinha que explicar para ela que ela é minha mãe e não minha amiga.

- Então me digam, - ela se curvou na nossa direção - o que vocês fizeram naquela tarde?

Botei a mão na cabeça tentando disfarçar a vergonha que ela me causava.

- Ok (S/N), - disse ela indignada - você não quer me contar? Tudo bem. 
- Ótimo. - me levantei.
- Me conta você Niall. - me sentei de novo.
- Contar o que? - ele perguntou.
- O que aconteceu. - ela respondeu.

Eu não sabia o que Niall contaria, fiquei preocupada.

- Bom... - ele parecia sem jeito.
- Conta!
- Para mãe. - falei.
- Conta. - ela me ignorou.



- Nós só olhamos alguns filmes... - ele respondeu.
- Aham, sei. - ela disse ironicamente - Eu já tive a idade de vocês, sei o que acontece.


Aquele era  maior mico do mundo, com certeza. Me levantei e peguei uma maçã na cozinha.

- Niall, temos muito o que conversar. - minha mãe disse.
- Não, - a interrompi - o Niall já conversou o suficiente. - o segurei pelo pulso - Vamos.
- Ah, - ele resmungou - eu não quero ir.
- Vamos.
- Para onde?
- Meu quarto.
- Vamos! - ele se levantou e andou animadinho.

Minha mão piscou para mim e eu fingi que não vi.

- Pode parar com a animação, - bati a porta - eu só te trouxe aqui para você ficar longe da minha mãe.
- Ela é legal, uma ótima sogra.
- Sogra de mentira.
- Prefiro dizer: quase real. - ele começou á olhar minha prateleira de livros - E eu não fiquei animadinho porque pensei que faríamos coisas... eu fiquei animado porque finalmente posso invadir a sua privacidade como você invade a minha.
- Eu não invado a sua privacidade!
- Não! Apenas revira minha gaveta de cuecas, pega a chave do meu carro e pega uma blusa minha no roupeiro.
- Como você sabe?
- Flavia.
- Uau! Ela tem o dom de ser filha da puta.
- É. - agora ele mexia na minha escrivaninha.
- Pode vasculhar, não tenho nada á esconder.
- Duvido muito, todos temos.
- Eu não tenho.
- Ok, - ele se virou para mim - me conta garota-que-não-tem-nada-para-esconder: o que você tanto faz nesse quarto?
- Durmo.
- Hum, - Niall olhou para minha cama - parece confortável, é aqui que vou dormir hoje?
- Você vai dormir na sua casa.
- Ainda está cheia de paparazzis.
- De qualquer forma: não. Meu pai nunca deixaria.
- Onde ele está?
- Viajando á trabalho.
- Hum, ele vai ficar sabendo? Ah, você já é maior de idade.
- Eu sou e não, ele não vai saber porque você não vai dormir na minha cama.
- Por que? Eu não disse "dormir na sua cama com você", pode ser que você durma na sala.
- Então você quer que eu durma no sofá para você dormir aqui?
- Na verdade eu queria dormir abraçado em você né? As noites estão tão frias.

Mexi a cabeça negativamente.

- Então me conta Horan, - falei - o que VOCÊ tem á esconder?
- O que? - ele se virou.
- Você não disse que todos escondemos alguma coisa? Então me conta o que mais você esconde além de camisinhas na gaveta.
- Bom... - ele riu - não sei se é a hora certa de te contar.
- É a hora certa! - respondi prontamente morrendo de curiosidade.
- Nem se empolga. É algo que eu acho que você já sabe.
- Não sei! Eu não sei! Conta!
- Você está se empolgando, já disse que não é nada demais.
- Agora que você começou tem que terminar de contar.
- A verdade é que...Ah, é muito idiota.
- Niall! Você está começando á me irritar.
- Não, não. - ele disse - Agora não é a hora certa. Até o fim da noite prometo que te conto.

Respirei fundo sentei na cama.

- Vamos sair hoje é noite? - ele perguntou.
- Festa?
- Sim.

Eu não sabia se devia ir, da ultima vez acabei fazendo tudo o que não deveria.

- Pode ser... - respondi. Ah, era melhor do que ficar em casa telefonando para as minhas amigas e ouvindo como foi o seu dia.

- Beleza, o Harry pode vir aqui me trazer uma roupa?
- Claro.
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Niall já estava á meia hora trancado no meu quarto, e eu, já tinha terminado meu banho e o esperava do outro lado da porta de roupão.

- Acabei! – ele abriu a porta – Gostou?
- Ai meu Deus! – respondi rindo – Você ficou meia hora trancado para se vestir como um unicórnio?
- Unicórnio? – Niall se analisou.

Sim, ele parecia um unicórnio. Usava calças azuis claras, blusa rosa bebê e jaqueta de couro preta.

- Parece que foi vomitado por um arco-íris. – completei.
- Ah, e você? Com essa roupa cor-de-rosa.
- Niall...
- O que?
- Esse é o meu roupão...
- Hum, agora faz mais sentido...
- Pode sair do meu quarto? Quero trocar de roupa. Ah, pode ligar para o Harry te trazer outra roupa senão vou sentir vergonha de ser vista com você assim.
- Ok. – ele abriu passagem.

Bati a porta.

Vesti uma regata preta levemente decotada e uma saia rosa bebê soltinha de cintura alta. Botei por cima uma jaqueta de couro preta com spikes e calcei um par de saltos pretos.

Fiz um babyliss bagunçado e passei um batom vermelho.

Abri a porta e Niall estava na sala, já vestido com uma roupa decente. Harry, Zayn e Liam também estavam ali.

- Oi, - andei até eles – onde está o Louis?
- Uau, você está linda. – Zayn disse.
- Aham. – Harry concordou.

Niall se virou na minha direção e sorriu.

Eles ignoraram minha pergunta mas, como me elogiaram, tudo bem.

- Agora estou no seu nível? – Niall se levantou e deu uma voltinha.

Vestia calças jeans, blusa e casaco; bem normal.

- Entenda, - Liam se levantou também e deu tapinhas no seu ombro – você não vai chegar no nível dela nem que se vista de ouro.
- Nossa, obrigada. – sorri.

Niall me encarou, dei de ombros.

Descemos do elevador e decidimos que o ideal era irmos com dois carros caso alguém quisesse voltar mais cedo. Liam, Harry e Zayn foram em um, Niall e eu em outro.

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A confusão começou nos primeiros 5 minutos. Niall me falou qual era a balada e eu conhecia, então, percebi que ele seguia pelo caminho mais longo. Tentei o avisar mas, por mais que eu quisesse ajudar, ele se irritava.

- Niall, acho que era para você ter dobrado na outra rua. – comentei.
- Eu sei o que eu estou fazendo.
- Não sabe Niall, nós já passamos por essa casa amarela cinco vezes.
- Tem muitas casas amarelas na cidade, sabia? – ele retrucou.
- E todas são iguais?
- Você está me desconcentrando.
- Mas você está entrando em uma rua sem saída.
- Essa rua tem saída, eu sei o que eu...ah, é sem saída mesmo.
- Niall! Me escuta; estamos indo pelo lado contrario.
- Nããão.
- Sim. Você não viu que os três dobraram na rua que eu falei?
- Não vi, eles estavam atrás da gente.
- Pois é, estamos andando em círculos.
- Não estamos andando em círculos!
- Olha! Olha! A casa amarela!
- Não é a mesma.
- É sim! Olha! Igual.
- Vou te comprar um óculos de 30 graus.
- Que saco Niall, - bufei – me escuta.
- Não quero te escutar cara, fica quieta.
- Cara? Eu não sou um cara, beleza? E eu não vou ficar quieta.
- Shhhh...
- Não faz “shhhh” pra mim.
- Shhhh...
- Para!
- Então fica quieta!
- Para de me mandar ficar quieta!
- Então para de falar!

Respirei fundo e cruzei os braços enquanto encarava a rua. Niall queria se perder? Beleza, problema dele.

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Finalmente chegamos depois que Niall seguiu pelo caminho que eu estava falando desde o inicio.

- Viu? – ele perguntou descendo do carro – Eu disse que sei o que faço.
- Você seguiu pelo caminho que eu disse desde o inicio.
- Não segui não. – segurou minha mão.
- Seguiu sim.
- Não segui não.
- Seguiu sim.
- Não.
- Sim.
- Não.

Niall me puxou para seu outro lado.



- O que foi? – franzi a testa.
- Aqueles caras. – então fez um movimento leve com a cabeça – Vamos ficar longe.
- O que? Eles só estão fumando. Devem estar tão doidões que não vão fazer mal á ninguém.
- Isso é o que você pensa.
- Você já fumou para saber?

Niall ficou em silencio.

- Ah, o silencio... – comentei rindo – entrega mais que mil palavras.
- Para, eu nunca fiz isso.
- Já vi uma foto sua fumando maconha, mas logo saiu do site.

Ele parou de andar.

- O que? – perguntou.
- Saiu do site. – eu ri.

Chegamos na fila.

- É montagem. – Niall disse.
- Aham... qual é a sensação?
- Para, você está me irritando!
- Ah, eu queria provar, vamos? Só um pouquinho.
- Não!
- No fim da festa?
- Não!
- Agora?
- Não!
- No meio da festa...?
- Não, droga!
- Ai Niall, que coisa. Eu só quero provar algo diferente e...
- VOCÊ QUER MORRER DE OVERDOSE COMO O SEU IRMÃO?

Fiquei quieta. Soltei sua mão. Eu estava paralisada demais para responder alguma coisa. Senti toda aquela dor e as lembranças dele voltando em flashes á minha cabeça. Toda a dor que fiquei anos tentando apagar voltando em segundos.

- Me desculpa, - Niall tentou pegar minha mão – eu não...
- Você nunca devia ter dito isso Niall... – minha voz saiu falhada mas, foi a única coisa que consegui dizer.



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Continua...?

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