quarta-feira, 21 de maio de 2014

Fanfic: Behind the Scenes, CAP. 7

- Melhor você se esconder, - Harry disse enquanto ria - Flavia está chegando.
- Vocês estão se divertindo com essa situação não é mesmo? - perguntei.

Os quatro riram.

- Não acredito que você fez isso, - Louis disse - o Niall vai te matar.
- Obrigado por me tranquilizar Louis, você é incrível. - respondi em tom de ironia.

Depois que o acidente aconteceu, voltei para casa do Niall e para minha surpresa Liam, Harry, Zayn e Louis estavam ali, falando que a mulher da entrevista queria falar em particular com o ele, por isso voltaram antes.

- Voltando ao assunto de antes... - Zayn se ajeitou no sofá enquanto falava - Me diz, esse namoro é fake né?
- O que o Niall falou para vocês? - perguntei.
- É fake ou não? - Zayn insistia.
- Não!
- Sério? Então ele te traiu várias vezes...

Zayn estava jogando a isca, louco para que eu a puxasse, não resisti e acabei fazendo exatamente o que ele queria.

- Como assim?
- Bom, - ele riu - se vocês estão namorando á dois meses e eu e ele pegamos algumas fãs no camarim semana passada...
- Pegaram como?
- Assim mesmo, bem pegado.
- Ã?
- Pegamos elas de jeito.
- Espera! Como assim?
- O que? Em todos os shows nós damos uns pegas em pelo menos umas três garotas.
- Três? Nossa.
- É, e as vezes são três ao mesmo tempo.
- Me poupe dos detalhes.
- Ok, eu só estava te avisando pra você não passar por desentendida e corna...

Aquilo entalou em minha garganta, trinquei os dentes.

- Ok Zayn, é fake. Mas e aí, você não tem a Perrie?
- Perrie? Puff, - pelo jeito não era só eu que me cuspia de vez em quando - esse namoro é mais fake que o do Louis com a Eleanor.
- Cala a boca. - Louis disse - Você sabe que as vezes nos pegamos de verdade.
- As vezes, - Zayn respondeu - quase nunca. Ela é muito sem graça.
- Não é não.
- É sim.
- Não é não.
- Enfim, - Liam os interrompeu - você tem alguma amiga gata para me apresentar?
- Tenho varias. - respondi.
- Elas são como?
- Bonitas.
- Como você?

Harry lançou um sorriso malicioso para Liam.

- Você está me trovando? - perguntei na lata - Se estiver, lembra que eu namoro o seu amigo.
- Mas é um namoro fake.
- Eu sei, mas ainda assim...
- Está bem. - ele sorriu - Tem o numero delas aí?
- Tenho.
- Elas estariam disponíveis para sair comigo amanhã?
- Como assim elas? Você tem que escolher uma e...
- Eu não me importo em sair com várias, elas podem ir lá em casa.
- Não nota ele, - Harry disse - Liam fica duplamente tarado em sextas-feiras.
- Harry. - o chamei.
- Que? - ele perguntou.
- Hoje é domingo.
- Hum, sério? Nossa, imagina como o Liam vai estar sexta!

Eu ri e cruzei as pernas, os quatro me olharam de cima á baixo, fiquei séria de repente.

- Opa! - Liam gritou - Olha quem está na porta! Oi Flavia.

Todos nos viramos e ali estava ela, nos observando com os olhos semicerrados.

- Conheceram a namorada do Niall? - ela perguntou se aproximando.
- Eles já sabem Flavia. - falei.
- Era um namoro secreto. - ela insistiu.
- Eles já sabem Flavia. - repeti.
- Resolvemos revelar afinal, eles foram flagrados.
- Eles já sabem Flavia.
- Nós já sabemos! - Harry disse.
- Ah, desculpe. - ela me lançou um olhar indiferente.

Respirei fundo e revirei os olhos.

- Será que vocês podem nos deixar á sós? Tenho um assunto sério para tratar com a mocinha. - ela disse.

Os quatro me olharam com piedade, sorri de leve.

- Flavia eu... - tentei falar.
- Você nada! - ela gritou, então olhou ao redor para ver se eles já haviam se distanciado - Sabe o que você acabou de fazer?
- Eu sei, desculpa..
- Como se isso fosse fazer o carro voltar ao estado original.
- Não tem o que eu possa fazer.
- Eu sei! E isso me irrita ainda mais.
- Desculpa, não vai se repetir.
- Óbvio que não vai! Você tem noção do que o acidente causou? Está na televisão agora!
- Você não queria mídia? Aí está.
- Não mídia negativa!
- Ainda assim é mídia... - murmurei.
- Mas é negativa! Como vão ficar ao ver que a namorada do  Niall é uma estabanada?
- Quem vai ficar o que? O que isso importa? 
- As pessoas (S/N), as pessoas! Elas se importam! As fãs se importam! 
- Não exagera.
- Eu não estou exagerando. Chega! Não quero mais ele com você. Ainda bem que não deu tempo de vocês assinarem o contrato.
- Serio? Agora que ele acabou de falar sobre o nosso amor incondicional na TV?
- Você ainda vai acabar o matando...
- Você é definitivamente a pessoa mais exagerada que conheço. O carro não tem seguro?
- Tem, mas isso não muda o fato de que você acabou de EXPLODIR UM CARRO DE MILHÕES DE DÓLARES! Você acha que eu estou exagerando?
- Ok, olhando desse ponto de vista parece até que você tem razão...
- E eu tenho!
- É que tinha um cachorrinho e...
- E puxar o freio de mão que é bom nada né?
- Eu esqueci...
- Ah! Você esqueceu! 
- Sim, desculpa.
- Você vai ter que se resolver com o Niall. Ele já está chegando e você que vai ter que aturar ele!
- Ué, você disse que ele não dava importância.
- Sim, porque eu não imaginei que você EXPLODIRIA O CARRO DELE!

Fiquei sem jeito. Eu não conseguiria pagar aquele carro de volta para ele nem que eu fosse escravizada.

- Eu vou falar com jeitinho. - respondi.
- Com quem? - Niall apareceu de repente fechando a porta atrás de sí.

Flavia apenas me lançou um olhar e se levantou do sofá, nos deixando á sós.

- Oi Niall, como foi a entrevista? - falei.
- Foi boa, acho que convenci ela. E aí? Pensei que você já estaria em casa.
- Ah, há há há, tenho uma historia engraçada para te explicar isso.
- Oba. Adoro historias engraçadas, - ele se sentou em minha frente - se bem que seria estranho ouvir uma saindo da sua boca...
- O que você quer dizer com isso?
- Oi? O que? Por que você não conta a historia?
- O que você quis dizer com...?
- Conta a historia! Conta!


- Ok. Primeiro eu quero te fazer umas perguntas.
- Acho que essa é a hora em que eu começo á ficar nervoso.
- Há há há, - a risada mais forçada de toda minha vida - você me considera uma amiga?
- Que tipo de pergunta é essa?
- Sou eu quem pergunta aqui.
- Ok, sim.
- Amigos são mais importantes que bens materiais?
- Claro!
- Bens materiais tem quanto de importância pra você de 1 á 10?
- Três, eu acho. Que perguntas estranhas, eu...
- Você gosta de cachorros?
- Hum, - ele franziu a testa - essas perguntas não tem coerência uma com a outra.
- Você gosta de cachorros? - repeti.
- Sim...
- Ótimo, eu trouxe um pra você.
- Legal!

Flavia passou por nós e falou:

- Um vira lata fedido.
- Flavia! - exclamei lhe lançando um olhar mortal, ela deu de ombros.
- Tudo bem. - ele riu.
- Ele está roendo o balcão da pia. - Flavia continuava.
- Isso não é problema.
- É, mas para pegar ele eu...
- Você...? - ficamos em silencio nos olhando por uns instantes.
- Hum... - eu não sabia como falar, resolvi largar de uma vez - quebrei seu carro.
- Meu carro? Ah, tudo bem, é só um carro.

Flavia passou por trás de nós novamente:
- Era o conversível.

A encarei com o olhar mais cruel que consegui fazer.

- O que? - ele se engasgou com a própria saliva - O meu conversível? Ah, o vermelho? - ele me olhou.
- Hum, sim. - falei baixinho.
- Hum, - ele tossiu - Tudo bem, eu só amava ele. - Niall passou a mão pelo cabelo parecendo preocupado - Tem concerto?

Olhei para Flavia pedindo ajuda. Ela não ajudou:
- Não, ele explodiu.

- Explodiu? - Niall mordeu o dedo - Ai meu Deus.
- Niall, desculpa... - falei levando meu braço em sua direção - O seguro cobre.
- Eu acho que... vou beber água. - ele se levantou e andou até a cozinha.
- Niall, - me levantei andando atrás dele - eu acho que... - não tinha o que falar.

Ele se virou em minha direção para ouvir o fim da frase mas eu continuei o encarando em silêncio.

- Você acha que...? - Niall perguntou.
- Foi bom enquanto durou, não é mesmo?
- Durou só um mês, comprei ele em junho.
- Serio? Droga!
- Tudo bem . - ele bebeu uns goles d'água.
- Bom...Ai Niall, eu não sei o que falar!
- Então fica em silencio. - uma patada bem no meio da minha cara.

Eu poderia discutir com ele mas, eu já havia explodido seu carro, não queria estragar ainda mais seu dia.

- Ok, eu só queria dizer que sinto muito. - falei andando de cabeça baixa e pegando minha bolsa de cima do sofá - Vou para casa de ônibus.

Ele apenas fez um certo com a mão, sua boca estava cheia de água.

- Quer que eu te leve? - Flavia perguntou.
- Seria ótimo. - respondi.
- Mas eu não vou. Falei isso só pra você criar esperanças mesmo.
- Idiota.
- Não fui eu que explodi milhões de dólares em segundos.
- Chega, vou embora. - falei me aproximando da porta.
- Ei, - Flavia gritou me fazendo virar para trás - não esquece o cachorro fedido.

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       Niall on:

- Pô, ela é mó gatinha. - Liam disse pela décima vez.
- Eu sei. - botei o travesseiro sobre meu rosto.
- Cara, relaxa, tem concerto. - Harry disse enquanto tirava meus livros de cima da estante.
- Não tem cara.
- Mas tem o seguro.
- Sim, eu sei.
- A Flavia tava super brava. - Zayn comentou.
- Eu sei.
- Você só sabe responder "eu sei"? - Louis perguntou.

Fiquei em silencio.

- Flavia disse que vai ficar tudo bem. - Harry continuava.
- Eu se... - resolvi não completar a frase.

Alguém bateu na porta, pedi que entrasse. Era a Flavia.

- Esquece o contrato! - ela disse jogando uma revista em cima da minha barriga.

Olhei para capa e ali estava a (S/N) com o cachorrinho nos braços e uma cara de "puts, o carro explodiu".

- Deixa eu ver. - Liam pegou a revista das minhas mãos - Ela é gata mesmo!
- Chega cara. - peguei de volta - É só isso que você sabe falar? Que saco.
- Calma, isso tudo é ciumes?
- Ciumes? Ciumes de quem Liam? 
- Dela.
- Até parece.
- Aham, "até parece". Ta todo vermelho.
- Eu não estou vermelho!
- Você ta sim. - Harry riu.
- Cala a boca Harry, eu só estou assim porque estou com calor.
- Em um frio de 5º? - Zayn perguntou.
- Eu não estou com ciumes dela!

Os quatro se entre olharam, me irritei e saí do quarto.

      Harry on:

- E então, estamos felizes pelo Niall? - perguntei aos três. 

Niall estava todo irritadinho naquele dia, o que era compreensível, afinal, ele tratava seu conversível como um bebê, e nenhum pai gosta que seu filho seja jogado em um abismo, quique e depois exploda. Bom, eu acho que bebês não quicam e explodem á não ser que eles tenham engolido uma dinamite ou algo assim.

- Com certeza! - Zayn disse me tirando dos meus pensamentos sobre bebês explosivos.
- Cara, onde ele arranjou aquela mina? - Liam se jogou para trás.
- Acho que em alguma agencia de modelos. - Louis respondeu. Esse também era o meu palpite.
- Vocês acharam ela legal? - perguntei.
- Do que importa? - Liam perguntou - O namoro nem é real. O importante é que ela seja bem gostosa.
- E no que muda isso se o namoro é falso?
- Ah, sei lá. Ela dormiu aqui e tal.
- Será que rolou alguma coisa?
- Acho que não. Ela não tem cara de quem libera assim tão fácil. - Zayn respondeu.
- Comigo a coisa seria diferente. - Liam se gabou.
- Ela tem cara de safadinha. - Zayn respondeu girando na cadeira de rodinhas.



- Eu acho que ela tem cara de santinha. - Louis disse.
- Eu acho que ela tem cara de santinha safadinha. - falei. Os dois franziram a testa.
- E eu nem olhei para a cara dela. - Liam disse - Vocês viram aquele decote?
- Sim! Aquela blusa não é do Niall? - Louis perguntou.
- Eu não olhei para a blusa, olhei pros peitos. - Liam falou.
- É dele a blusa. - respondi - Se ela ta com a blusa dele então com certeza rolou alguma coisa.
- Provavelmente ele rasgou a blusa que ela estava usando noite passada. - Zayn disse.
- Por que ele rasgaria? - perguntei - Você acha que ele está com raiva dela?
- Não. - Zayn riu.
- Ataaaaah.
- Nossa Harry, você é muito inocente.

Inocente? Ok, ás vezes parece que o Zayn não me conhece.


       (S/N) on:

Se não bastasse minha mãe me xingar por levar um cachorro para dentro de um apartamento, ela ainda me xingou por conta do acidente 1 (na casa do Niall) e do acidente 2. Ah, ela fala como se eu fosse uma filha péssima! Ok, talvez eu não seja uma filha tão boa assim... mas provavelmente existem garotas piores que eu, que ao invés de causarem dois acidentes causam 3 ou 4. Tentei usar esse argumento com ela mas ela não aceitou.

No fim das contas fui obrigada á largar o Tobby (nome que eu dei pra ele) em uma agropecuária.

Á noite recebi uma mensagem de um numero desconhecido:
"Hey, aqui é o Harry..."

Bom, agora o numero não era mais desconhecido:
"...o Niall e nós vamos á uma festa e acho que seria melhor você vir junto."

Respondi:
"A Flavia me proibiu, ela disse que não vai mais ter contrato."

Harry:
"Ela mudou de ideia, vem aqui na casa do Niall e saímos todos juntos. Ah, poe roupa pra balada."

Eu:
"Preguiça."

Harry:
"Por favor. Eu estou implorando. Me imagina com uma carinha fofa."

Eu:
"Difícil te imaginar com uma carinha fofa."

Harry:
"Ai, essa doeu. Vem logo. Poe um vestidinho preto e faz aqueles trecos no cabelo que deixam os garotos piradões sabe? Observe que eu usei a palavra "vestidinho", ou seja, é curto."

Eu:
"Não sei."

Harry:
"Sabe sim. Você tem que vir muito gata, as directioners tem que gostar de você."

Eu:
"Se eu for gata elas vão me odiar, isso sim."

Harry:
"Mas o Niall vai amar."

Eu:
"Você definitivamente falou a coisa errada na hora errada."

Harry:
"Eu escrevi, então não conta. Vem."

Eu:
"Ta, que saco! Mas é bom que tenha muita bebida e musica boa."

Harry:
"Vai ter."

Eu:
"Ótimo."

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terça-feira, 13 de maio de 2014

Fanfic: Behind the Scenes, CAP. 6

           

     

               (S/N) on:

Abri os olhos e olhei ao redor. Aquele não era meu quarto, com certeza: estava arrumado demais para ser. Senti um ventinho no meu cabelo, era a respiração de alguém.

O que aconteceu de noite? Eu não lembrava de quase nada. Tentei me virar para ver quem era mas havia uma mão em minha cintura.




Niall estava deitado ao meu lado. Levantei da cama em um pulo, logo ele acordou assustado. Conferi se eu estava de roupa.

- O que houve? - ele perguntou coçando os olhos.
- Eu que pergunto! O que houve aqui?
- Depende.
- Ai meu Deus! Depende de que? O que aconteceu?
- Se for o que você está pensando, não, não aconteceu nada, infelizmente. Mas, se você estiver perguntando o que ocorreu de fato, eu posso dizer que você meio que explodiu o meu andar de baixo e depois ficou dopada de remédios.
- Infelizmente?
- Essa foi a unica coisa que você escutou?
- Mais ou menos.
- Uau. Enfim, como estão as suas costas?
- O que tem as minhas costas?
- Estão doendo?
- Por que estariam?
- Você não maliciou isso, não é?
- Não... - sim.
- Hum, ok. Você se machucou, lembra? Caiu... quebrou minhas coisas... se quebrou...
- Ah, acho que meio que lembro.
- Nossa.

As coisas voltaram em flashes á minha cabeça. Eu podia praticamente lembrar que Niall e eu fizemos algumas coisas, mas não enxergava com clareza.

        Niall on

Depois de ser acordado aos sustos, dediquei minha manhã á descobrir se (S/N) lembrava do que aconteceu á noite. Ela lembrava de ter me contado sobre a morte do irmão? Lembrava de ter me beijado? Lembrava de ter apagado do nada bem quando eu estava ficando animado?

- Quer comer alguma coisa? - perguntei logo que descemos a escada. Agora não havia mais poça nenhuma, provavelmente a empregada havia limpado.
- Eu fico sem fome de manhã.
- Hum, e você dormiu bem?
- Sim, e você?
- Muito bem, hum, quer dizer, normal, eu dormi normal, sabe? Tipo, bem...
- Hum...
- E você lembra de ter se machucado? - quase lá Niall...
- Mais ou menos.
- Lembra de quando foi dormir?
- Um pouco. Para que tantas perguntas?
- Do que você lembra?
- Do que eu deveria me lembrar?

Fiquei em silêncio. Se eu contasse com certeza ela pensaria que fizemos algo á mais.

- Eu posso fazer umas torradas para gente. - falei vendo que a luz da cozinha estava acessa. Provavelmente Flavia chamou um eletricista pela manhã.
- Com que torradeira?
- Aé...

Meu celular tocou e eu o atendi. Flavia me lembrou da entrevista que seria em menos de uma hora. Corri até o quarto para tomar banho e me trocar enquanto (S/N) olhava TV.

Quando faltava apenas 10 minutos eu estava pronto, e Flavia, buzinando feito louca. 

Desci as escadas e (S/N) parecia nervosa, resolvi fingir que não percebi. Nós dois decidimos que seria melhor sermos "flagrados" mais uma vez.

Andamos até a porta, ela a abriu e demos um abraço, em seguida acenei, lhe mandei um beijo e entrei no carro. Eu estava esperando ansiosamente pelo momento em que Flavia exigisse de nós um beijo em publico.


       (S/N) on:

Niall estava estranho, ficava me fazendo perguntas sem sentido. Depois de tentar me obrigar á comer alguma coisa, ele subiu as escadas e fiquei olhando TV. Eu havia dormido sem escovar os dentes?

Subi as escadas e andei até a porta do quarto do Niall, ela estava entre-aberta então achei que podia entrar. A empurrei devagar e levei um susto quando o vi apenas de cueca preta.

Ele botava a calça, sua bunda era grande (não que eu tenha reparado ou coisa assim). Senti um calafrio, talvez eu estivesse com febre, afinal, eu havia me machucado na noite passada.

Desci as escadas e percebi que minhas pernas estavam bambas. Fiquei sem graça quando Niall apareceu novamente.

Ele disse para nos despedimos em frente ás câmeras, então fomos lá fora, mesmo eu estando de pijama.

O abracei, seu cabelo ainda estava molhado e seu perfume ainda mais forte. Era bom sentir sua mão em minha cintura, era bom sentir seu rosto perto do meu. Fiquei com calor, com certeza era febre.


       Duas horas depois:

Estava em todos os canais, em todas as revistas, em todos os sites, em todos os lugares! 

Meu Facebook simplesmente bombou! Felizmente ficamos bem nas fotos, quer dizer, exceto nas em que eu aparecia de pijama cor de rosa. Parecíamos realmente apaixonados. A unica coisa ruim foram os comentários:

"Quem é essa vadia com o meu marido?"
"O que essa puta ta fazendo tocando no meu Nini?"
"Quem é ela?"
"Larga esse gay e vem pra mim, gostosa."
"Que pijama é  esse? Que ridículo!"
"Niall pegando geral."
"Onde esse cara arranja essas mulheres? Por que não tem isso na minha cidade?"
"SABE DE NADA, INOCENTE." 

Fiquei meia hora lendo, as fãs eram muito engraçadas. Liguei para Flavia e perguntei que horas eu podia ir embora.

- Troca de roupa e vai agora. - ela respondeu.
- A pé? - perguntei.
- Pega um dos carros do Niall.
- O que? Não! Eu sei como homens amam seus carros.
- O Niall não se importa.
- Flavia, tem caras que preferem o carro á casa.
- E daí? Você vai bater o carro por acaso? Vou desligar.
- Espera.
- O que?
- Onde estão as chaves?
- É assim que se fala! Estão na gaveta do criado mudo dele.
- Como você sabe?
- Eu sei absolutamente tudo sobre o Niall.
- Hum...
- Vai lá.

Subi as escadas e revirei sua gaveta.

- Só tem cuecas e... camisinhas... - falei.
- Ok, eu não sei absolutamente tudo sobre ele... procura mais em baixo.
- Achei! Tem cinco chaves, qual eu pego?
- Pega qualquer uma, vou desligar, tchau.

Eu ia dizer "tchau" mas ela desligou na minha cara. Como eu não tinha outra roupa para usar, botei minha calça jeans, bota e peguei uma blusa do Niall no armário. Eu ja havia revirado sua gaveta mesmo, pelo jeito ele não tinha nada á esconder.

Andei até  a garagem e descobri de qual chave era o carro. Era um vermelho, conversível e extremamente chamativo. Com certeza ele amava aquele carro.

Entrei nele e me surpreendi com o luxo. Os bancos e todo seu painel eram revestidos á couro branco. Seu volante era largo e levemente dourado.

O portão se abriu (o Niall tem uma guarita! Eu nem havia percebido!) e andei devagar, temendo dar ao carro seu primeiro arranhão.

Nunca gostei de dirigir, mas confesso que em um conversível daqueles eu podia passar minha vida toda viajando.

Passei por uma estrada que geralmente era bem calma, mas que agora estava um pouco congestionada. Logo vi o motivo: havia uma obra, um buraco que mais parecia um abismo estava sendo aberto.

Atrás de mim não vinha ninguém, reduzi ainda mais a velocidade e resolvi aproveitar aquele momento ouvindo musica.

Minha atenção na estrada foi roubada por um cachorrinho, no canto da rua, tremendo de frio. Ele era tão pequeno, provavelmente um filhotinho.

Parei o carro no canto da rua e desci correndo para pegá-lo antes que viesse alguém, afinal, a ultima coisa que eu queria era atrapalhar o transito.

- Como você está cachorrinho? - perguntei me aproximando dele, mesmo sabendo que ele não iria responder - Você está com frio? Quer ir para casa comigo?

Ele me olhava hesitante, mas ainda assim não se movia. Peguei ele no colo, dava para sentir sua costela.

- Agora você está bem, - falei enquanto me levantava - vou te dar uma carona até minha casa e...

O carro não estava ali. Senti como se meu estomago tivesse sido arrancado do meu organismo. Alguém havia roubado? Olhei ao redor, e ali estava ele, deslizando abismo abaixo.

Corri para a ponta da rua. O carro quicou em algumas pedras e então voltou á ficar de pé, sendo levado até mais no fundo.

Por fim, depois que gritei "NÃÃÃÃÃO" como se aquilo fosse ajudar em alguma coisa, ele deu sua ultima capotada e explodiu! Uma fumaça preta subiu no céu e ainda dava para o ver pegando fogo.

Niall nunca me perdoaria. Será que daria para concertar a situação entregando á ele um cachorrinho magrelo?


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Continua...

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Fanfic: Behind the Scenes, CAP. 5

                        Niall on:

Não é todo dia que se conhece uma garota tão desastrada á ponto de queimar toda a afiação do andar de baixo da sua casa. Para minha sorte, o engenheiro que a construiu fez uma caixa de luz para cada andar (coisa que na hora achei sem sentido). Logo que a construção terminou ele deu o numero de um eletricista dizendo o quanto ele era bom e estaria sempre pronto para me ajudar, bom, acho que quando se queima um andar da casa ás 8 da noite é exceção.

Foi desesperador para mim estar no quarto colocando minha blusa e ouvir um barulho de explosão. Eu me assustei, o que poderia ser? Procurei por uma lanterna e quando encontrei desci correndo as escadas. O andar debaixo todo estava apagado.

Andei até a cozinha e me deparei com a (S/N) em meio á uma poça de sangue e cacos de vidro. Quando corri até ela vi o quanto estava ferida,senti o sanduíche que comi de tarde me subindo na garganta ao ver os cacos cravados em sua perna.

Ela estava meio tonta, falando coisas sem sentido, até que simplesmente desmaiou. Liguei para uma médica conhecida e ela me disse para deixar (S/N) imóvel no chão,pois se eu a pegasse no colo os cacos podiam entrar ainda mais, o problema era que ela já estava no meu colo, mas enfim: 10 minutos se passaram e ela chegou correndo com sua "maletinha de emergência".

A levamos para o segundo andar e a médica a atendeu na sala de jogos e recomendou que eu ficasse esperando por 15 minutos no meu quarto. Foram os 15 minutos mais agonizantes da minha vida.

Em seguida ela chegou com (S/N) nos braços e a largou sentada em uma poltrona de couro branca ao lado da minha cama.

- Niall, a coisa não foi séria, mas também não é algo comum, ela perdeu muito sangue. Em suas costas e pernas tiveram muitos arranhões, mas não foi coisa grave. Você vai ter que trocar os curativos de hora em hora...
- Desculpa, eu não posso ver sangue, eu...
- Talvez ela acorde até passar uma hora, mas ainda assim vai estar um pouco zonza, como eu disse: ela perdeu muito sangue.
- E se ela não acordar?
- Ela vai, mas está meio dopada por conta dos remédios. Isso vai causar á ela mudança constante de humor e possíveis dores de cabeça, quando ela acordar você vai ter que a ajudar á tomar banho. Quanto mais cedo melhor.

Por algum motivo aquela informação me deixou nervoso.

- Hum, talvez seja melhor você dar banho nela... - falei - eu acho que se eu fizesse isso seria... hum... complicado.
- Niall, eu tenho que ir, vocês são namorados?
- Sim, mas não conta pra ninguém - eu não podia estragar o disfarce - é segredo.
- Ok. Se vocês são namorados então já devem ter tomado banho juntos não é mesmo?
- Claro, nós sempre fazemos isso, toda hora. Bom, não toda hora,ás vezes, muitas vezes...
- Hum... ok.
- Ok.
- Eu acho que vou indo.
- Ok.
- Você tem que me pagar.
- Ok.

Peguei minha carteira do bolso e entreguei as primeiras notas que vi. Ela sorriu, quanto dinheiro eu dei?

                   Uma hora depois:

Eu estava olhando TV em cima da cama, ou melhor, tentando, apenas para não pensar no que aconteceu. Na verdade, eu nem sabia o que estava passando, não conseguia parar de observar (S/N). Eu estava preocupado, pensando em como seria quando ela acordasse e se não acordasse.

De repente ela abriu os olhos, dei um pulo na cama:

- Oi, - ela sorriu, parecia bem, quer dizer, tirando o fato de que ela nunca sorri - tudo bem?
- Hum, sim... e você?
- Aham, me sinto relaxada.
- Você está com fome? - perguntei.
- Ah sim, eu acho que - ela tentou se levantar e então parou - Ai. Minhas costas então doendo. Por que minhas costas estão doendo?
- Você se machucou, lembra?
- Sim... - ela parecia meio aérea - Por acaso eu meio que... explodi a sua geladeira?
- Mais ou menos.
- Atah.
Ficamos em silencio.
- Você tem que tomar banho. - falei.
- Por que? - ela perguntou - Você está dizendo que eu estou suja?
- Calma... e não. Quer dizer, á não ser que sangue conte como sujeira. 
- Ta! Como eu vou descer as escadas assim?
- Você não pode descer as escadas, lá em baixo não tem luz, você quer tomar banho frio?
- Por que você está gritando comigo? - seus olhos se enxeram d'água.
- Eu não estou gritando com você, eu estou normal.
- Você está gritando.
- Não estou não.
- Ta sim.
- Não.
- Sim.
- Não! Ok, agora eu gritei.
- Por que você gritou? O que eu fiz?
- Quase explodir a minha casa conta?
Ela começou á chorar.
- Desculpa, - falei - eu estava brincando,a médica me avisou que você estaria sensível.
- Por que você está falando isso? Está dizendo que eu sou chata? Você me odeia?
- O que? Eu nem falei isso, para de botar palavras na minha boca.
- Por que você acha que eu estou botando palavras na sua boca? Você está me chamando de mentirosa? De falsa? Está dizendo que eu sou insuportável?
- O que?
- O que? Para de se fingir!

As mudanças de humor estavam começando e eu estava ficando preocupado.

- Eu não estou fingindo. Calma.
- Calma? Por que calma? Eu não estou irritada, ok? Eu não estou irritada! 
- Eu sei que você não está irritada.
- Você sabe? - ela pareceu se acalmar - Você é legal.
- Hum, valeu.
- Você é bonito, acho que te vi sem camisa.
- É, você me viu.
- Você tirou a camisa de proposito né?
- O que? Não.
- Não? Ah, eu achei que sim.

Achou certo...

- Você consegue tomar banho sozinha? - perguntei.

Um lado meu queria que ela respondesse que sim, para que eu não corresse o risco de perder a cabeça tendo que tirar a sua roupa. Porém, meu outro lado, aquele que ela despertava toda vez que me desafiava, pedia que ela respondesse que não conseguiria, assim eu teria que a ajudar.

- Hum, eu consigo. - ela respondeu.

Tenho que admitir que fiquei meio triste.

- Ok, vou pegar toalhas para você. - respondi.

Ela levantou devagar da cadeira e andou até a porta do banheiro que ficava á alguns passos. Procurei no meu armário e peguei duas toalhas. Cheguei no banheiro e ela estava rindo.

- Shampoo para clarear fios amarelados. - ela me olhou.
- A cabeleireira sempre erra no tom.

Ela continuava rindo.

- Aqui estão suas toalhas. - entreguei á ela, que segurou meu pulso.
- Você vai ter que me ajudar á tirar a blusa.
- Você não consegue mesmo? - meu melhor lado estava me alertando.
- Não.
- Tem certeza?
- Sim.
Droga.

(S/N) ficou parada na minha frente, esperando. Segurei sua blusa e puxei para cima com calma, sentindo que ela ainda estava meio colada em suas costas por conta do sangue que secou. Eu tentei não ficar olhando para os seus peitos, tentei. Seu sutiã vermelho extremamente sexy não me ajudou.

- Niall, eu estou tonta. - ela disse cambaleando.
- Serio? Nem percebi.
- Me ajuda. - ela se segurou nos meus braços, botei minhas mãos em sua cintura.
- Você quer que eu tire a sua calça? - perguntei.
- Não. - ela respondeu - Acho que vou ficar bem.
- Ok, qualquer coisa me chama.

Ela fez um movimento positivo com a cabeça e eu voltei para minha cama.

        Quinze (demorados) minutos depois:

(S/N) apareceu na porta do quarto de toalha me pedindo para deixá-la sozinha. Esperei no corredor. Voltei e ela estava deitada na minha cama (na minha parte) tapada até a cabeça. Não tinha como tirá-la dali, ela estava muito fofa.

- Como foi o banho? - perguntei.
- Legal, - ela respondeu - vamos para a praia?

Eu ri.
- Você é engraçada quando está sobre efeito de remédios. - falei.
- Só quando estou sobre efeito de remédios?
- Só quando está  sobre efeito de remédios. - repeti, ela me encarou.
- Vamos para praia ou não?
- Agora não é hora de brincar, melhor você dormir um pouco.
- Eu estou falando sério.
- É difícil saber quando é você e quando é o remédio.
- Sou eu.
Eu ri.
- Você quer que eu durma na sala de jogos ou eu posso dormir aqui? - perguntei.
- Vamos para praia?
- Não.
- Por que?
- Porque não.
- "Por que não" não é resposta, eu estou machucada, você poderia fazer isso por fim.
- Não.
- Você gostaria que eu dissesse ás revistas que nosso namoro é falso?
- Você está esperta demais para uma garota que deveria estar dopada.
- E você chato demais para um garoto com mentalidade de 14 anos.
A encarei.
- Então você quer ir á praia? - perguntei me sentando na cama - Fazer o que?
- Tomar banho de mar.

Ri novamente.
- O que? - ela perguntou - Eu nunca fiz isso.
- Nunca tomou banho de mar? Não zoa.
- É serio. - ela realmente não parecia estar brincando.
- Hum, nossa. Não é o momento certo, agora você está machucada.
- Você promete que vai me levar para praia um dia? - ela falava e parecia uma criancinha, com aquele pijama cor de rosa e o cabelo bagunçado.
- Eu prometo. Por que você nunca foi?
- Meu irmão. - ela deitou e se virou para o lado oposto,achei que ela fosse dormir mas ela voltou á falar - Ele prometeu, mas não me levou.
- Eu não sabia que você tem um irmão. - falei - Quantos anos ele tem?
- Tinha. - ela disse, então ficou em silencio.

Situação tensa, o que eu faço? Ele morreu? Ou eu que entendi errado?

- Ele morreu. - ela respondeu. Eu falei isso em voz alta? Cacete!
- Hum, de que?
- Overdose.
- Sinto muito.
- Eu também. Deve ser legal ir á praia com ele. 
- Provavelmente... - eu estava sem jeito,um pouco chocado.
- Ele dizia que as ondas quebravam no mesmo ritmo que o seu coração.
- Profundamente brega.
- Eu sei, meu irmão era o poeta mais brega do mundo. - ela riu.
- Ele era poeta?
- Sim, ele fazia poesias sobre o meu cabelo, ele me zoava demais.
- Eu gosto do seu cabelo.
- Obrigado, eu também gosto do seu.

Deitei a cabeça no travesseiro e fechei os olhos.

- Me abraça? - ela perguntou em tom de choro.
- O que?
- Eu não estou bem.
- O que houve?
- Eu só estou com saudades.

Me inclinei para perto dela e escorei minha cabeça em seu travesseiro.

- Eu disse "abraça" e não "deita perto". - ela puxou minha mão e á pôs em torno da sua cintura, se inclinando na minha direção e encostando seu corpo no meu.

Ok, ela estava com o corpo colado no meu! É meio difícil me controlar, tipo, ah, eu sou um garoto!

- Boa noite. - ela sussurrou.
- Boa noite. - sussurrei de volta. 






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Continua...


quarta-feira, 7 de maio de 2014

Fanfic: Behind the Scenes, CAP. 4


Expliquei tudo sobre o Niall á minha mãe ela vibrou como uma adolescente. O que? Eu esperava que ela no minimo me chamasse de tapada, retardada, idiota e irresponsável. Ver ela apoiando algo que eu fiz por conta própria é uma coisa tão rara que eu queria muito pedir para tirar foto daquele momento.

Deitei de tarde para dormir e quando acordei eram 18:45 h. Rapidamente botei uma calça jeans, uma blusa, um casaco e um par de botas pretas. Peguei a primeira bolsa que vi e toquei minha escova de dentes e um pijama qualquer, agora eu seria obrigada á tomar banho na casa do Niall.

Às sete em ponto Flavia tocou o interfone. Desci e lá estava ela, esperando escorada em sua grande camionete preta. Do caminho da minha casa até a casa dele ela me obrigou á passar base, pó e rímel, falando no quanto eu teria que estar perfeita para as fotos.

Desci do carro e me espantei com o tamanho da casa do Niall. Para que tudo aquilo? Ele mora sozinho, não tem sentido ter uma casa tão grande. Passei pelo seu jardim e toquei a campainha. Não havia nenhuma fã ali e não tinha portão, que tipo de mundo é esse? Só depois que ele abriu a porta lembrei que eu tinha que ter entrado pela dos fundos, mas enfim, foi melhor assim.

- Oi, - ele sorriu, estava sem camisa, não que eu tenha reparado.... - eu não sabia que você vinha.
- Não sabia? A Flavia não te avisou?
- Ah, mas eu esqueci.
Desculpa para tirar a camisa e me fazer suspirar, ele acha mesmo que eu sou burra?
- Posso entrar? - perguntei.
- Acho melhor a gente sorrir e dar um super abraço para sermos flagrados.
- Ok.

Niall se aproximou de mim e botou suas mãos em torno da minha cintura e eu botei as minhas eu torno do seu pescoço. Ele me puxou para perto de si me segurando com força. Sua pele era tão macia e quente, dava vontade de... Seu perfume era tão bom, será que ele passou de proposito? Isso é uma coisa que eu nunca vou saber.

Sentimos uma luz vindo em nossa direção e automaticamente nos separamos, era o flash de uma câmera. Nós dois nos entre olhamos como se estivéssemos desesperados, e então, Niall botou seu braço em torno dos meus ombros e me levou para dentro de casa batendo a porta.

- Será que ficou bom? - ele perguntou.
- Acho que ficou forçado, por que eu viria até a sua casa se o nosso namoro é secreto?
- Você estava morrendo de saudades.
- Atah.
Toquei minha bolsa em cima do grande sofá branco da extensa sala.
- Quer comer alguma coisa? - ele perguntou.
- Não,obrigado. - respondi.

Então ficamos em silencio, os dois sem graça. O único barulho que se ouvia era da televisão onde passava algo sobre bois. Achei aquilo estranho.

- Pode se sentar. - Niall disse se jogando no sofá.
- Ta. - me sentei na ponta, bem longe dele. Eu ainda teria que ficar ali durante horas, o que ficaríamos fazendo? Eu ja tinha em mente que a noite seria uma bosta.

                               Meia hora depois:

- Eu vou tomar banho, ja volto. - ele disse se levantando e tocando o controle da TV em cima das minhas pernas.


Fiquei olhando um desenho qualquer enquanto ele não voltava. Levantei do sofá e andei até a cozinha. A cozinha dele era maior que toda minha casa. Seria falta de educação abrir a geladeira dele? Seria, minha mãe ficaria muito decepcionada.

Ainda bem que minha mãe não estava ali. Peguei um copo que estava no escorredor e o enchi de água. Niall apareceu de repente.




- Ahhh! - gritei olhando para os cacos de vidro que ja foram um copo um dia espalhados pelo chão junto á uma poça d'agua que ia da pia á geladeira - Por que você fez isso?
- Desculpa, - ele riu, agora estava apenas de toalha - eu passei pela sala e vi que você não estava ali.
- Eu quero comer alguma coisa. - falei.
- Eu também.
- O que você quer comer?
- O que eu quero comer? - ele me olhou dos pés a cabeça e sorriu. Eu deveria ter maliciado aquilo? Revirei os olhos. - Vou pedir uma pizza, faz umas torradas pra gente.
- Ah queridinho, ta me achando com cara de empregada?
- Você está ou não com fome? A pizza demora no minimo meia hora.
- Ta! Liga logo então.

Ele piscou e saiu andando pela casa, ainda bem que Niall não se importou com o copo quebrado.

Desviei dos cacos de vidro e deixei a torradeira aquecendo enquanto procurava pão no meio daqueles tantos armários. Na bancada ao lado da pia estava uma garrafa de vinho, qual eram os planos de Niall para aquela noite?  Depois de não encontrar o pão olhei para o lado e ali estava.

Dei um passo e os peguei. Minhas botas resvalaram nos cacos e na água, senti que estava caindo para trás. Minhas mãos procuravam freneticamente algo para que eu pudesse me segurar, e foi aí que puxei a primeira coisa que encontrei, a torradeira. Não consegui á segurar e caí sobre a poça, meus pés bateram contra a pia e minha cabeça com força no chão. Senti algo cravando em minhas costas. Olhei para cima e a torradeira estava á poucos centímetros do chão ainda ligada á tomada, apenas não tocando na água por conta da garrafa de vinho, que agora se movia lentamente por conta do peso.

Não tive muito tempo para pensar, apenas rolei para longe em seguida cobrindo meu rosto. A garrafa caiu no chão e se partiu em pequenos pedaços de vidro, deixando o fio da torradeira livre fazendo ela entrar em contato com a água. Em menos de um segundo todas as luzes do andar de baixo piscaram e desligaram acompanhadas do estouro que a geladeira fez. Sei lá, acho que estou ferrada.



Fiquei no chão, tremula, olhando para a água que agora estava em tom roxo. Estava praticamente escuro, a unica luz que se via era a que vinha do poste na rua e passava pelos vidros da janela. Ouvi passos firmes descendo as escadas, então, uma luz veio em meu rosto. Niall segurava uma lanterna:

- O que aconteceu aqui? - ele perguntou se aproximando e se agachando ao meu lado - Está tudo bem?

Eu definitivamente não sabia se ria ou se chorava, continuei em silencio.

- Você está cortada? - Niall perguntou segurando meu pulso - Nós temos que ligar para um médico.
- Não, - tentei falar - eu, eu, acho que... eu acho que não precisa, não, não é nada demais, eu só...
- Você está em estado de choque. Você tem que ir ao medico.
- Niall, não. Eu só estou... estou, hum, cansada.
- Cansada? Você está gelada, tremendo, deitada no chão e nem consegue falar, isso sem falar na quantidade de sangue á sua volta.
- Tem sangue á minha volta?
- Bastante.
- Me sinto dopada.
- Vou ligar para um médico.
- Manda ele trazer cachorro quente. Seu cabelo é bonito.
- O que? Acho que você perdeu muito sangue.
- Ou será que não? Talvez seja ketchup.

Niall começou á rir.

- Eu acho que é sangue mesmo. - então me segurou e me levantou do chão. Tudo estava girando. 

Ficou escuro de repente. Eu não conseguia ver nada além da escuridão, a ultima imagem de que me lembro eram seus olhos azuis me olhando com pena. Não gostei do que vi.

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                         Continua...