sábado, 28 de junho de 2014

Fanfic: Behind the Scenes, CAP. 12

ATENÇÃO: o capitulo anterior foi atualizado.       

           Niall on:

- Espera (S/N), não vai. - falei tentando correr atrás dela.
- Para Niall, me deixa em paz.

Consegui á alcançar e segurei sua mão, ela parou.

- Ei, me escuta. - falei calmamente.
- EU NÃO QUERO TE ESCUTAR! SÓ ME DEIXA IR EMBORA!
- Não quero que você fique brava comigo, eu falei por impulso.
- Quem te contou? - ela perguntou friamente enquanto secava algumas lagrimas.
- Foi você.
- Eu nunca te contaria isso!
- Você estava dopada dos remédios.

Ela parecia mais calma. Então respirou um pouco e olhou ao redor.

- O que mais eu te falei? - perguntou.
- O que deveria ter falado? - perguntei de volta.
- Vou embora. - ela se virou e voltou á andar.
- Por favor, não faz isso. Ah, você não sabe como odeio brigar com você. É horrivel!
- Você vai sobreviver.
- Olha só, vamos conversar.
- Não. - (S/N) chamou um taxi.
- Espera, não vai.
- Tchau Niall. - ela entrou e bateu a porta.

Já é a segunda vez que ela faz isso comigo.

.................................................................

Entrei na festa e contei tudo o que aconteceu ao Harry. Achei que ele me entenderia, mas não entendeu:

- Cara, você foi muito insensível. - ele disse.
- Garotas são sensíveis, eu não.
- Deveria ser. - então pegou sua taça com champanhe até a borda e bebeu uns goles - Você citou a morte do irmão dela para que? Foi desnecessário. 
- Eu sei, foi no impulso.
- Então para de fazer as coisas no impulso! Você não está vendo? Ultimamente só tem falado oque quer.
- E não é assim que todos deviam ser? Não devemos falar as coisas que queremos?
- Não. Devemos pensar antes.
- Ah, - bufei - para de bancar o responsável.
- Eu não sou responsável. Na verdade nem um pouco; estou me entupindo de champanhe e depois vou dirigir. Só estou dizendo que você foi bem idiota. Melhor pedir desculpas.
- Você vai dirigir?
- Não é essa a questão Niall. A questão aqui é a sua falta de...hum...pensamento.
- Acho que o álcool esta começando á fazer efeito. Vou pedir ajuda para alguém sóbrio.
- Calma é a resposta Niall, - ele disse pausadamente - calma, é, a, resposta...

Franzi a testa e tirei a chave do carro do bolso dele.

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      (S/N) on:

Cheguei em casa e minha mãe não estava. Havia um bilhete na geladeira. Por que ela botou o bilhete ali? Ela sabia que eu olharia, então ela me acha gorda?

"Papai chegou :)
Fomos jantar fora e voltamos antes do Sol nascer.
Mentira,
não voltamos.

Beijinhos."

Sério mãe? Nossa, ainda não desistiu de ser descolada. 

Lavei meu rosto e tirei toda a maquiagem borrada. Botei uma camisola, um blusão por cima e meias cor-de-rosa até o joelho. Eu estava sozinha mesmo, ninguém veria.

Me joguei no sofá e fiquei revesando entre olhar TV e sentir auto-piedade.

Fui para a cama cedo mas não consegui dormir. Fiquei fazendo sombras no teto.

Ouvi um barulho vindo da sala. Ignorei. Voltei á fazer sombras de coelhinhos. Mais um barulho. Me sentei. Mais um barulho.

Tranquei a porta do quarto; ok, eu fiquei com medo. Sentei na cama e me tapei até a cabeça, ouvi três batidinhas na minha porta.

- Quem é? - perguntei.
- Batman.
- Quem é?
- Batman, abre aqui.
- Não.

Um bilhetinho passou por baixo. Nossa, aquele dia foi feito para eu ler bilhetes!

"Desculpa?"

- Não Niall. - falei.

":(, por favor."

Peguei uma caneta em cima da escrivaninha e escrevi a resposta:

"Não Niall."

Ele mandou de volta:

"Estou arrependido. Abre a porta, por favor."

Eu:

"O que eu ganho com isso?"

Niall:

"Um beijo?"

Eu:

"Haha, não :/"

Niall:

"Um pokemon?"

Abri a porta, ele estava acocado no chão, mas rapidamente se levantou.

- Antes de qualquer coisa tenho que admitir que não posso te dar um pokemon. - Niall falou e riu.

Continuei séria.

- Eu fui tão idiota, - ele continuou - não devia ter dito aquilo e prometo que não falarei nunca mais.
- Como você conseguiu entrar? - perguntei ainda séria.
- Escalei as paredes.

Ele estava se esforçando para me fazer rir mas, não ia rolar.

- Como você conseguiu entrar? - perguntei de novo.
- Peguei a chave na portaria.
- Como?
- Eu sou famoso, lembra?
- E?
- E eu troquei por uma foto e um autógrafo.
- Que porteiro ruim.
- Sim.
- Era isso? - perguntei depois de uma pausa - Você veio aqui para fazer gracinhas e me incomodar?
- Eu vim para te pedir desculpas.
- Ta. Está desculpado, tchau.
- Estou desculpado? - ele sorriu.
- Sim.
- De verdade ou mais ou menos?
- Mais ou menos. Vai embora.
- Eu quero ser desculpado de verdade. - ele deu um passo á frente.
- Me deixa.
- Não quero te deixar.

Niall botou as mãos em torno da minha cintura, virei o rosto.

- Poxa, - ele disse baixinho - eu gosto tanto de ti, mesmo. 
- Ta Niall.
- Não é "ta Niall", eu gosto mesmo!
- Já entendi.
- Eu fico triste quando você me xinga ou briga. 

Olhei para ele, por um momento senti pena.

- Eu quero que você goste de mim também. - ele continuava sussurrando - Vamos ter que fingir durante muito tempo, então por que não aprendemos á conviver? Estamos fingindo ainda?
- Estamos?
- Não sei. Eu não estou.

Ele me abraçou. O abracei de volta. Por alguma razão era bom ter ele ali, ao meu lado. Era como se meu cérebro tivesse decorado seu cheiro de shampoo e perfume.


Resolvi o perdoar. O tempo estava passando rápido demais para que eu perdesse tempo o ignorando, afinal, uma hora ou outra faríamos as pazes.

- Não quero brigar com você também... - respondi.
- Ótimo, vamos tentar não brigar mais.
- Ta bom, mas olha só Niall, - saí do abraço - da próxima vez que você fizer algo do tipo eu não vou te perdoar, e não vai ter abraço que resolva.
- Ta bom. Eu não vou te magoar.
- Ok.

Nos olhamos por um momento.

- Ainda posso dormir aqui? - ele perguntou.
- Você dorme no chão?
- Pode ser na cama?
- Pode ser no chão?
- Ta bom, - ele riu - eu durmo, mas quero um colchão bem confortável.
- Vou fazer o possível.

...


Resolvemos comer sanduíche na sala e olhar Bob Esponja.

- Sabe qual era o meu segredo que eu disse que você já sabia? - Niall perguntou de repente.

Quase me engasguei com o sanduíche.

- Ah, sim. – respondi – Quer contar?
- Acho que é uma boa hora porque estamos aqui e...sei lá, o clima está leve.
- Conta logo.
- Beleza. – ele riu – Na verdade eu sou uma pessoa que pula de cabeça em tudo sabe?
- Uhum... – mordi o sanduíche.
- E quando eu te conheci, resolvi me jogar de cabeça.
- Por que?
- Eu não sei. Eu simplesmente te olhei e percebi que não tinha mais volta, sabe?

Parei de comer por um momento. Aquela frase me fez sentir uma espécie de picada no estomago. Sensação ruim, muito ruim.

- Eu percebi de cara que estava ferrado. – ele continuou – Cheguei em casa e me liguei que já estava pensando em você.
- Mas Niall, como isso...? – Ah meu Deus, comecei á ficar nervosa.
- Eu não sei. Você faz com que eu me sinta um garoto normal. Eu simplesmente me sinto seu amigo, namorado, ficante ou sei lá o que, e não me sinto um cantor famoso e isso ás vezes é bom, porque uma hora cansa. Olha só para você, - ele apontou para mim, me analisei – está com uma roupa ridícula e parece não ligar.
- Minha roupa está ridícula? – ergui uma sobrancelha.
- Pra maioria dos seres humanos está, mas para mim não, porque eu gosto disso. Eu gosto do fato de você simplesmente não ligar para o que eu penso.
- Nossa, isso é...
- E eu gosto do fato de poucas pessoas saberem a verdade ao nosso respeito. São poucos os privilegiados que sabem de tudo o que aconteceu. Eu sinto como se fosse o nosso segredo.

Fiquei em silencio o encarando. Eu não sabia o que responder, estava nervosa demais para isso. Seria falta de educação voltar á comer o sanduíche?

- Era isso. - ele concluiu - Viu? Você já sabia né?
- Não.
- Mais ou menos sim, já devia imaginar.
- Um pouco.
- Pois é. Não era nada demais. Estou me sentindo um idiota.
- Você não é idiota, foi fofo.
- Obrigado, - ele passou a mão no cabelo e riu de leve olhando para o chão - eu acho...hum...Sanduíche bom. – comentou dando uma grande mordida.
- Eu sei, fui eu quem fez. – respondi.



Niall me olhou por um momento. Sorri de leve enquanto ouvia a risada do Patrick atrás.






- Obrigado por me deixar dormir aqui hoje, é muito legal da sua parte. – ele disse.
- De nada. – voltei á olhar para a TV.

Eu estava me sentindo meio sem graça e, definitivamente são muito raras as pessoas que conseguem me deixar assim, mas, diferente do Niall, esse era um segredo que eu não pretendia compartilhar.

.................................................................

Acordei em um pulo na cama. Respirei fundo e olhei ao redor. Minhas mãos estavam tremendo.

Eu tinha presenciado o pior pesadelo da minha vida:

Niall e eu andávamos na rua tentando não sermos vistos, mas algumas directioners nos avistaram e começaram á gritar. Por algum motivo eu sentia que não devíamos tirar fotos, estávamos evitando as câmeras.

Quando os cliques surgiram em nossos rostos eu descobri o motivo. Era como se a cada flash Niall se machucasse, e eu, ficava desesperada mandando todos pararem. Ninguém percebia, apenas eu, e Niall começava á se contorcer de dor. Tentei correr e fazer as pessoas pararem mas os seguranças não deixavam e Flavia me olhava com um olhar repreensivo. Por ultimo uma garota que eu nunca vi na vida se aproximou e tirou uma foto bem no meio do meu rosto. O flash da câmera dela me fez acordar.

- Está tudo bem? - Niall pulou na minha cama e acendeu a luz me tirando dos meus pensamentos.
- Sim, eu só tive um pesadelo...
- Você está tremendo. - ele segurou minha mão.

Era reconfortante saber que tudo não se passou de um sonho.

- Só estou um pouco nervosa. - respondi.
- O que você sonhou?

Sonhos tem significados? Eu quero saber o significado do que eu tive.

- Não lembro. - menti. Primeiro eu queria entender, depois eu explicaria.
- Não se preocupa, - ele disse tirando uma mexa de cabelo do meu rosto - está tudo bem.

Não estava. A sensação de que algo ruim estava para acontecer não saía da minha cabeça.

- Vamos voltar á dormir? - ele perguntou ligando o abajur e desligando a luz.
- Sim...
- Ok. - me deu um beijo na testa andando na direção do seu colchão.
- Espera!
- O que? - ele perguntou se virando.
- Quer dormir comigo?

Niall deu um sorriso piedoso e entrou na coberta. Seus pés estavam gelados.

- Você está com frio? - perguntei em sussurro.
- Não mais. - sussurrou de volta.

Me deitei olhando para o teto, Niall também.

- Boa noite. - ele disse.
- Boa noite.
- Está tudo bem, eu estou aqui com você, ok?
- Ok.

Depois de 5 minutos Niall dormiu, e eu fingi. Fiquei até as 4 acordada me remexendo na cama.

Olhei para ele e tirei uns fios de cabelo do seu rosto. Tão fofo. Parecia tão inocente em pensar que só no fato de estar comigo estava tudo bem. Dei um beijo na sua boca e ele sorriu, ainda dormindo. 

Recebi uma mensagem da Flavia. Acho que eu tinha razão: algo ruim aconteceu. .................................................................

Continua...

Dê a sua opinião nos comentários, ela é importante :)

domingo, 22 de junho de 2014

Fanfic: Behind the Scenes, CAP. 11

ATUALIZADO: Sem querer eu apaguei metade do capítulo e postei (pois é, sou lesada), então agora ele está atualizado e com a parte que estava faltando. Nem sei se alguém lê o que eu escrevo mas, enfim, se alguém estiver lendo isso: oi \o/.

Boa leitura.

Niall estava super bravo comigo mas, ainda assim resolvi que não cairia nos seus joguinhos de chantagem emocional. Eu tinha um objetivo, e ele foi cumprido. No fim das contas confirmei minhas suspeitas: Niall é super ciumento e possessivo. Aquilo era ruim, muito ruim. Tudo o que eu menos precisava era alguém me prendendo e dizendo o que eu tinha ou não tinha que fazer.

- Você ainda quer ir ao museu? – perguntei me virando para ele.
- Você só pode estar brincando comigo! Não está vendo o que acabamos de fazer? Tem um cara dentro daquele carro e ele pode estar morto!
- Se ele estiver morto não tem nada que possamos fazer. A culpa não é nossa.
- A culpa é sua.
- Não! Ele me olhou porque quis.

Niall respirou fundo e olhou ao redor procurando uma solução.

- Vou ligar para a ambulância. – ele disse.
- Já devem ter feito isso. – respondi apontando para o grupinho de pessoas que agora rodeavam o carro.
- Feliz? – ele perguntou sarcástico - Tudo isso por sua culpa.
- A culpa não é minha.
- Vai dizer que a culpa é do seu sutiã?
- O que fazemos agora? – perguntei ignorando sua pergunta.
- Vamos embora.
- Ah, eu queria tomar meu sorvete temático.
- Sorvete temático?
- Sim! O Tumba, perfeito. Feito de chocolate e caramelo.
- Isso não é hora de pensar em sorvete.
- Ah, verdade. Agora é hora de pensar em morte e se sentir culpado.
- Exatamente.

Niall segurou minha mão e descemos a passarela no mesmo ritmo.

- Entra no carro. – ele disse.
- Por que?
- Rápido antes que nos vejam e tirem fotos.
- Já devem ter tirado.
- Entra no carro.

Entrei, Niall entrou também e bateu a porta com força.

- Para onde vamos? – perguntei.
- Sua casa.
- Minha casa? Por que?
- Calma aí, - ele ligou o carro e dobrou na esquina – pega, - então tocou seu celular desviando rapidamente os olhos da estrada – entra no Google.

Peguei o celular e segui suas ordens.

- Entra em qualquer revista online, a primeira. - ele disse.
- Uhum, e agora?
- Lê para mim a manchete em destaque.
- Ok, - deslizei o dedo pela tela no celular – ultimas noticias: O novo casal problema; Niall Horan e sua namorada (S/N), causaram mais caos para a grande cidade. Dessa vez, a garota levantou seu moletom por motivos desconhecidos em cima de uma passarela movimentada... – fiquei em silencio.
- Continua. – Niall falou.
- ...e causou um acidente de um homem que passava pelo local e se distraiu. Essa garota com certeza atrai acidentes de carro. Qual será o próximo problema? Estamos esperando ansiosamente, desde que não faça ninguém perder a vida...
- É, vamos para a sua casa.
- Ainda não entendi a razão.
- Minha casa deve estar lotada de jornalistas agora, não quero seguir o manual mais uma vez. – então deu uma volta rápida e arriscada em outra esquina.
- Você vai ficar lá até quando?
- Até o necessário. Não mandei você fazer aquilo.
- Para Niall! Você está parecendo a Flavia botando a culpa em mim por tudo.
- Dessa vez a culpa é sua.
- Você só está falando isso por conta do ciúmes idiota.
- Eu não tenho ciúmes de você.
- Percebi. – ironizei.

Então ficamos em silencio até chegarmos no meu prédio.

- Que droga, - comentei para mim mesma - eu queria tanto ter ido ao museu.
- Chega de falar desse museu, você vai outro dia.
- Eu vou sexta que vem e vou tomar meu Tumba, não quero que você vá comigo.
- E quem disse que eu quero ir com você?

Subimos o elevador, de novo em silencio.

Entramos no apartamento e minha mãe tratou o Niall super bem, o que me deixou irritada. Ele explicou á ela que teria que ficar ali até o tempo necessário.

Passei o resto do dia no meu quarto e minha mãe e ele na sala conversando.

Quando eram 19:47 tive que sair porque estava com fome. Passei por eles e minha mãe me chamou.

- Ei, senta aí. - ela apontou para o sofá, ao lado do Niall.
- O que? - me sentei.
- Eu quero que vocês me contem tudo. Não gosto de saber que minha filha está na casa de um completo desconhecido.

Alguém tinha que explicar para ela que ela é minha mãe e não minha amiga.

- Então me digam, - ela se curvou na nossa direção - o que vocês fizeram naquela tarde?

Botei a mão na cabeça tentando disfarçar a vergonha que ela me causava.

- Ok (S/N), - disse ela indignada - você não quer me contar? Tudo bem. 
- Ótimo. - me levantei.
- Me conta você Niall. - me sentei de novo.
- Contar o que? - ele perguntou.
- O que aconteceu. - ela respondeu.

Eu não sabia o que Niall contaria, fiquei preocupada.

- Bom... - ele parecia sem jeito.
- Conta!
- Para mãe. - falei.
- Conta. - ela me ignorou.



- Nós só olhamos alguns filmes... - ele respondeu.
- Aham, sei. - ela disse ironicamente - Eu já tive a idade de vocês, sei o que acontece.


Aquele era  maior mico do mundo, com certeza. Me levantei e peguei uma maçã na cozinha.

- Niall, temos muito o que conversar. - minha mãe disse.
- Não, - a interrompi - o Niall já conversou o suficiente. - o segurei pelo pulso - Vamos.
- Ah, - ele resmungou - eu não quero ir.
- Vamos.
- Para onde?
- Meu quarto.
- Vamos! - ele se levantou e andou animadinho.

Minha mão piscou para mim e eu fingi que não vi.

- Pode parar com a animação, - bati a porta - eu só te trouxe aqui para você ficar longe da minha mãe.
- Ela é legal, uma ótima sogra.
- Sogra de mentira.
- Prefiro dizer: quase real. - ele começou á olhar minha prateleira de livros - E eu não fiquei animadinho porque pensei que faríamos coisas... eu fiquei animado porque finalmente posso invadir a sua privacidade como você invade a minha.
- Eu não invado a sua privacidade!
- Não! Apenas revira minha gaveta de cuecas, pega a chave do meu carro e pega uma blusa minha no roupeiro.
- Como você sabe?
- Flavia.
- Uau! Ela tem o dom de ser filha da puta.
- É. - agora ele mexia na minha escrivaninha.
- Pode vasculhar, não tenho nada á esconder.
- Duvido muito, todos temos.
- Eu não tenho.
- Ok, - ele se virou para mim - me conta garota-que-não-tem-nada-para-esconder: o que você tanto faz nesse quarto?
- Durmo.
- Hum, - Niall olhou para minha cama - parece confortável, é aqui que vou dormir hoje?
- Você vai dormir na sua casa.
- Ainda está cheia de paparazzis.
- De qualquer forma: não. Meu pai nunca deixaria.
- Onde ele está?
- Viajando á trabalho.
- Hum, ele vai ficar sabendo? Ah, você já é maior de idade.
- Eu sou e não, ele não vai saber porque você não vai dormir na minha cama.
- Por que? Eu não disse "dormir na sua cama com você", pode ser que você durma na sala.
- Então você quer que eu durma no sofá para você dormir aqui?
- Na verdade eu queria dormir abraçado em você né? As noites estão tão frias.

Mexi a cabeça negativamente.

- Então me conta Horan, - falei - o que VOCÊ tem á esconder?
- O que? - ele se virou.
- Você não disse que todos escondemos alguma coisa? Então me conta o que mais você esconde além de camisinhas na gaveta.
- Bom... - ele riu - não sei se é a hora certa de te contar.
- É a hora certa! - respondi prontamente morrendo de curiosidade.
- Nem se empolga. É algo que eu acho que você já sabe.
- Não sei! Eu não sei! Conta!
- Você está se empolgando, já disse que não é nada demais.
- Agora que você começou tem que terminar de contar.
- A verdade é que...Ah, é muito idiota.
- Niall! Você está começando á me irritar.
- Não, não. - ele disse - Agora não é a hora certa. Até o fim da noite prometo que te conto.

Respirei fundo sentei na cama.

- Vamos sair hoje é noite? - ele perguntou.
- Festa?
- Sim.

Eu não sabia se devia ir, da ultima vez acabei fazendo tudo o que não deveria.

- Pode ser... - respondi. Ah, era melhor do que ficar em casa telefonando para as minhas amigas e ouvindo como foi o seu dia.

- Beleza, o Harry pode vir aqui me trazer uma roupa?
- Claro.
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Niall já estava á meia hora trancado no meu quarto, e eu, já tinha terminado meu banho e o esperava do outro lado da porta de roupão.

- Acabei! – ele abriu a porta – Gostou?
- Ai meu Deus! – respondi rindo – Você ficou meia hora trancado para se vestir como um unicórnio?
- Unicórnio? – Niall se analisou.

Sim, ele parecia um unicórnio. Usava calças azuis claras, blusa rosa bebê e jaqueta de couro preta.

- Parece que foi vomitado por um arco-íris. – completei.
- Ah, e você? Com essa roupa cor-de-rosa.
- Niall...
- O que?
- Esse é o meu roupão...
- Hum, agora faz mais sentido...
- Pode sair do meu quarto? Quero trocar de roupa. Ah, pode ligar para o Harry te trazer outra roupa senão vou sentir vergonha de ser vista com você assim.
- Ok. – ele abriu passagem.

Bati a porta.

Vesti uma regata preta levemente decotada e uma saia rosa bebê soltinha de cintura alta. Botei por cima uma jaqueta de couro preta com spikes e calcei um par de saltos pretos.

Fiz um babyliss bagunçado e passei um batom vermelho.

Abri a porta e Niall estava na sala, já vestido com uma roupa decente. Harry, Zayn e Liam também estavam ali.

- Oi, - andei até eles – onde está o Louis?
- Uau, você está linda. – Zayn disse.
- Aham. – Harry concordou.

Niall se virou na minha direção e sorriu.

Eles ignoraram minha pergunta mas, como me elogiaram, tudo bem.

- Agora estou no seu nível? – Niall se levantou e deu uma voltinha.

Vestia calças jeans, blusa e casaco; bem normal.

- Entenda, - Liam se levantou também e deu tapinhas no seu ombro – você não vai chegar no nível dela nem que se vista de ouro.
- Nossa, obrigada. – sorri.

Niall me encarou, dei de ombros.

Descemos do elevador e decidimos que o ideal era irmos com dois carros caso alguém quisesse voltar mais cedo. Liam, Harry e Zayn foram em um, Niall e eu em outro.

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A confusão começou nos primeiros 5 minutos. Niall me falou qual era a balada e eu conhecia, então, percebi que ele seguia pelo caminho mais longo. Tentei o avisar mas, por mais que eu quisesse ajudar, ele se irritava.

- Niall, acho que era para você ter dobrado na outra rua. – comentei.
- Eu sei o que eu estou fazendo.
- Não sabe Niall, nós já passamos por essa casa amarela cinco vezes.
- Tem muitas casas amarelas na cidade, sabia? – ele retrucou.
- E todas são iguais?
- Você está me desconcentrando.
- Mas você está entrando em uma rua sem saída.
- Essa rua tem saída, eu sei o que eu...ah, é sem saída mesmo.
- Niall! Me escuta; estamos indo pelo lado contrario.
- Nããão.
- Sim. Você não viu que os três dobraram na rua que eu falei?
- Não vi, eles estavam atrás da gente.
- Pois é, estamos andando em círculos.
- Não estamos andando em círculos!
- Olha! Olha! A casa amarela!
- Não é a mesma.
- É sim! Olha! Igual.
- Vou te comprar um óculos de 30 graus.
- Que saco Niall, - bufei – me escuta.
- Não quero te escutar cara, fica quieta.
- Cara? Eu não sou um cara, beleza? E eu não vou ficar quieta.
- Shhhh...
- Não faz “shhhh” pra mim.
- Shhhh...
- Para!
- Então fica quieta!
- Para de me mandar ficar quieta!
- Então para de falar!

Respirei fundo e cruzei os braços enquanto encarava a rua. Niall queria se perder? Beleza, problema dele.

...............................................................

Finalmente chegamos depois que Niall seguiu pelo caminho que eu estava falando desde o inicio.

- Viu? – ele perguntou descendo do carro – Eu disse que sei o que faço.
- Você seguiu pelo caminho que eu disse desde o inicio.
- Não segui não. – segurou minha mão.
- Seguiu sim.
- Não segui não.
- Seguiu sim.
- Não.
- Sim.
- Não.

Niall me puxou para seu outro lado.



- O que foi? – franzi a testa.
- Aqueles caras. – então fez um movimento leve com a cabeça – Vamos ficar longe.
- O que? Eles só estão fumando. Devem estar tão doidões que não vão fazer mal á ninguém.
- Isso é o que você pensa.
- Você já fumou para saber?

Niall ficou em silencio.

- Ah, o silencio... – comentei rindo – entrega mais que mil palavras.
- Para, eu nunca fiz isso.
- Já vi uma foto sua fumando maconha, mas logo saiu do site.

Ele parou de andar.

- O que? – perguntou.
- Saiu do site. – eu ri.

Chegamos na fila.

- É montagem. – Niall disse.
- Aham... qual é a sensação?
- Para, você está me irritando!
- Ah, eu queria provar, vamos? Só um pouquinho.
- Não!
- No fim da festa?
- Não!
- Agora?
- Não!
- No meio da festa...?
- Não, droga!
- Ai Niall, que coisa. Eu só quero provar algo diferente e...
- VOCÊ QUER MORRER DE OVERDOSE COMO O SEU IRMÃO?

Fiquei quieta. Soltei sua mão. Eu estava paralisada demais para responder alguma coisa. Senti toda aquela dor e as lembranças dele voltando em flashes á minha cabeça. Toda a dor que fiquei anos tentando apagar voltando em segundos.

- Me desculpa, - Niall tentou pegar minha mão – eu não...
- Você nunca devia ter dito isso Niall... – minha voz saiu falhada mas, foi a única coisa que consegui dizer.



.................................................................

Continua...?

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Fanfic: Behing the Scenes, CAP. 10


Era como se de repente eu e Niall fossemos namorados de verdade. Nós dois estávamos em uma bipolaridade total quanto ao o que estava rolando entre a gente.

Uma hora estávamos nos beijando enquanto o filme rodava, outra hora estávamos brigando por coisas idiotas e nos ignorando. Na tarde em que passei na sua casa olhando filme, brigamos 5 vezes, sendo duas delas por conta do salgadinho, duas sobre o refrigerante e uma sobre Plutão ser um planeta ou não. Tudo era motivo para uma discussão, e tudo também era uma desculpa para que nos beijássemos.

Já havíamos olhado 4 filmes, e por mais que eu tivesse ficado a tarde toda deitada estava me sentindo muito cansada. As fãs já haviam ido embora, agora estava mais silencioso.

Minha mãe me ligou dizendo para que eu fosse para casa. Me virei para o Niall que estava deitado todo torto:

- Psiu, - o chamei, ele se virou - tenho que ir embora, você me leva?
- Claro. - ele sorriu - Mas você já vai? Por que tão cedo?
- Minha mãe.
- Ah.

Me levantei e falei que ia tomar um banho. Terminei, me enrolei em uma toalha e pedi ao Niall uma blusa grande para usar como vestido ou algo do tipo. Ele me entregou uma blusa branca de botões vermelhos. A vesti e peguei minhas coisas.

- Vamos? - perguntei.

Ele me olhou e sorriu.

- Ah, - fez um beicinho - fica, por favor.
- Não.
- Você está linda.
- Estou horrível.
- Horrivelmente linda.
- Cala a boca Niall.
- Poxa.
- Vamos?

Ele andou até mim e botou as mãos em torno da minha cintura.

- Para Niall, - tentei tirar suas mãos - minha mãe está me incomodando.

Niall não me soltou, apenas sorriu.

- Deixa de ser idiota. - falei.
- Você é linda.
- Não começa á ficar grudento, odeio isso, que saco!
- Que irritadinha você. - ele me apertou.
- Ah Niall. Para, que merda.

Ele riu, então tentou me dar um beijo, desviei o rosto.

- Já disse que eu tenho que ir. - falei.

Niall tentou me beijar de novo e de novo desviei, então, ele me deu um beijo no pescoço.

- Idiota! - falei enquanto ria e me mexia tentando sair dos seus braços.

Ele me deu mais um beijo, e mais um.

- Niall, - falei pela ultima vez - chega.

Uma de suas mãos subiu e segurou meu cabelo. Ele puxou minha cabeça para trás e me deu um chupão no pescoço. O empurrei com força e ele me soltou, dando um sorriso vitorioso.

- Filho da puta! - falei irritada - Se você tiver deixado a marca vou te matar!
- Seria divertido.

Desviei dele e abri a porta, Niall me deu um abraço por trás. 

- Isso é maliciante. - falei enquanto ria.
- Era para ser.




- Me solta. - me virei na sua direção.
- Só se você me der um beijo.
- Niall, na boa, - olhei para ele séria - nós não somos namorados de verdade, para de me tratar como se fosse real.
- Talvez seja.
- Não é.

Ele ficou sério de repente, me soltando.

- Não fica bravo ok? - perguntei - Eu só quero deixar bem claro.
- Tudo bem. - ele passou a mão na barba e pegou a chave do carro.

Eu não o conhecia a muito tempo mas sabia que quando Niall passava a mão pela barba era porque não estava tudo bem.

Entramos no carro e chegamos no meu prédio rapidinho. Niall parou na esquina.

- Tchau. - falei.
- Tchau.
- Não fica bravo.
- Eu não estou.
- Está sim. - (silencio mortal) - Vamos combinar uma coisa? - perguntei.
- O que? - ele se virou para mim, impaciente e agoniado.
- O que nós temos será classificado como "amizade colorida", beleza? Assim é mais que amizade e menos que namoro.

Ele entortou a boca:
- Beleza. - respondeu sorrindo.
- Ok. - sorri de volta.
- Somos amigos coloridos então?
- Sim. - eu ri.
- Amigos coloridos se beijam...
- Sim, mas...

Niall se inclinou na minha direção e me puxou pela nuca. Nos beijamos.

- Amigos coloridos poem a mão na coxa da amiga. - ele disse.
- Tchau Niall. - eu ri.
- Nem um tapinha na bunda?
- Tchau Niall. - desci do carro e bati a porta.
- Vou te ligar mais tarde. - ele disse descendo vidro.
- Como você tem meu numero? Ah, e como o Harry tem?
- Flavia.
- E como ela tem?
- Brian.
- Puff!
- Te ligo.
- Espera, não liga lá pelas...
- Te ligo. - ele pisou no acelerador e sumiu em 5 segundos.

     Niall on:

Cheguei em casa feliz, desanimei ao ver Flavia parada no meio da sala.

- O que você quer? - perguntei.
- Virou grosso como a namorada? - ela perguntou de volta.
- Sim, bem grosso. - maliciei. Flavia não demonstrou nenhuma reação. Acho que estou maliciando demais as coisas, tenho que passar menos tempo com o Harry.
- Temos que conversar.
- Fala. - me joguei de lado em um dos colchões e meu braço doeu.
- Vocês precisam de um anel de compromisso.
- Vocês quem? - peguei o travesseiro onde (S/N) escorou sua cabeça. Ainda tinha o cheiro do seu cabelo.
- Você e a (S/N).
- (S/N)? - me virei para ela.
- Sim.
- Sim o que?
- Niall! Presta atenção no que eu estou falando. Pode parar de cheirar esse travesseiro? Por que você está fazendo isso?
- Isso o que?
- Niall! Que droga! - ela parecia irritada - Larga esse travesseiro.
- Por que?

Flavia puxou ele da minha mão e o tocou longe, fiz uma carinha triste.

- Anel de compromisso. - ela disse.
- A (S/N) não vai gostar, ela não quer compromisso. Conheço ela a pouco tempo mas sei que ela odeia se sentir presa - me gabei por conhece-la - e isso seria como uma prisão para ela.
- Uma novidade para você: não ligo para o que ela pensa.
- Eu ligo.
- Problema seu. 
- Nossa Flavia! Você está precisando transar.
- O que?
- Hum, você está precisando...trançar... uma trança.
- Trança?
- Vou subir. - levantei e subi as escadas.
- O que é isso na sala? - ela perguntou gritando.
- Colchões. - gritei de volta.
- Por que os colchões estão aqui?
- Por que não estariam?
- Hum...ã? A (S/N) passou a tarde aqui?

Desci metade das escadas.

- Sim, por que? - perguntei.
- Vocês estão ficando íntimos não é?
- Por que?
- Não deviam. Ela vai te magoar, tenho certeza.
- Não vai.
- Claro que vai! Aposto que você está todo bobo por ela.
- Não estou, consigo controlar o que sinto.
- Isso é o que você pensa.
- E é verdade.
- Errado, ela vai te magoar muito.
- Para de jogar praga, que saco.
- Não é praga, só estou te avisando.
- Eu não quero seus avisos. Fica quieta.
- Ela vai te magoar.
- Não desconte as suas decepções amorosas em mim.

Ela se calou. Subi as escadas e entrei no meu quarto.

Sentei em cima da cama e peguei meu celular. Liguei para a (S/N), e mesmo sendo uma ligação senti um frio na barriga.

- Alô? - ela atendeu. Ah meu Deus.
- Oi, aqui é o Niall.
- Nossa, não pensei que você ligaria tão rápido. - Droga, eu liguei muito rápido mesmo.
- Hum, pois é...é que eu queria te perguntar uma coisa.
- O que?
- Bem, é que, cof cof, eu...você.
- Eu...?
- Você...hum...quer fazer um piquenique noturno? - fui impulsivo demais.
- O que? Ah, pode ser, eu acho...
- Ok.
- Que horas?
- Meia noite.
- Está bem.
- Ta bom.
- Aham.
- Hum, até daqui á pouco.
- Até.
- Beijo.
- Beijo.
- Te amo.
- Hum...
- O que? Não! - me enrolei - Eu não quis dizer que eu te amo, eu não te amo, sem ofensa. Bom, eu acho que não, mas enfim, eu estou acostumado á falar isso no fim das ligações.
- Tudo bem. - ela parecia nem ter ligado.
- Desculpa, foi sem querer, eu não queria ter dito...
- Tudo bem Niall. - ela riu.
- Ok.
- ...
- ...
- Tchau. - falei.
- Tchau. - ela desligou.

Me senti um completo idiota. Eu estraguei tudo, como sempre. Agora além de ter dito que a amo também marquei um piquenique á meia noite. O lado bom é que eu poderia aproveitar todo o momento para falar á ela sobre o anel de compromisso.

     23:37

Preparei uma cesta para gente e peguei umas flores no jardim do vizinho. Vesti uma blusa, jaqueta e calça jeans. Passei tanto perfume que comecei á tossir e ficar enjoado. Eu estava ali, no silencio da casa, sentado na ponta do sofá esperando a (S/N) me ligar e dizer que eu podia ir buscá-la. Meu celular tocou:

- Oi? - atendi.
- Oi Niall. - era ela.
- Ah, oi (S/N). - só então percebi o quanto minha voz parecia derretida e melosa. Tentei não falar assim de novo.
- Você vai ter que me desculpar.
- Pelo o que?
- Eu não vou poder ir.

Olhei para a cesta na minha mão, cheia de coisas.

- Tudo bem. - respondi.
- Sério mesmo? Você não vai ficar bravo?
- Não, capaz. - sinceramente, eu fiquei um pouco.
- Desculpa gastar seu tempo.
- Capaz, eu nem preparei nada de especial...
- Ok, obrigado por não ficar bravo. Boa noite.
- Boa noite, beijo.
- Beijo. - ela desligou.

Toquei o celular com força em cima do sofá. Pelo menos dessa vez eu não disse "te amo". Depois que o mini ataque de raiva passou tirei as calças que eram muito desconfortáveis e comi tudo o que tinha na cesta. Ah, (S/N), mal sabe o que está perdendo.

Devo ter dormido por ali mesmo, pois quando eram 4 horas da manhã acordei sobre o tapete da sala com uma fatia de queijo no pescoço. Voltei para cama decidido á dormir até no minimo 14 horas.

     (S/N)- 16:00

Fui para a academia e voltei exausta e com um mau humor admirável. Tudo o que eu mais queria era um banho.

Logo que abri a porta do apartamento me deparo com Niall sentado no sofá. Revirei os olhos. Não que eu odeie a presença dele ou qualquer coisa do tipo mas, cara, na boa, eu não estava afim de conversar.

- Oi. - ele sorriu.
- Oi. - sorri de volta apenas para compensar o bolo que dei nele na noite passada.
- Eu queria falar com você.
- Posso tomar um banho antes?
- Na verdade não, eu tenho um compromisso. - ele torceu a boca - Falando em compromisso...a Flavia disse que nós dois devemos comprar um par de anéis.
- E daí?
- O que? - ele parecia espantado - Tudo bem pra você?
- Depende.
- Do que?
- Tem que ter Opala preto nele.
- Ok.
- Você conhece essa pedra?
- Não.
- Imaginei. Se conhecesse não teria concordado.
- Por que?
- Vem da Austrália, é hiper cara.
- Desde que você use, por mim tudo bem.
- Você fala isso porque ainda não viu o preço. MÃE, VOU PRO BANHO! - a avisei - Tchau Niall.
- Tchau (S/N). - ele se levantou do sofá - Avisa a sua mãe que mandei um beijo para ela.
- Ok...
- E um pra você. - então parou na minha frente - Ah, espera, não manda um pra você, deixa que eu mesmo te entrego.

Niall botou as mãos em torno da minha cintura e me puxou com mais força que o habitual. Não se completaram nem dez segundos para que ele descesse as mãos para minha bunda.

- Niall! - exclamei - Estamos na minha casa.
- Desculpa mas, essa roupa é tão colada que eu não resisti.
- Ta, vai embora, quero tomar banho.
- Ok, quero te ver depois.
- Ta bom, - andei pelo corredor - tchau! - fiz sinal para ele ir embora.

Quando a porta do banheiro estava quase fechando Niall voltou correndo e me agarrou de novo. Eu já estava ficando irritada com ele.

- Chega Niall!!!! - o empurrei - Sai!
- Nos vemos depois?
- Já falei que sim.
- Promete?
- Meu Deus! Você está obcecado.
- Promete?
- Sim! Tchau!

Ele então me roubou um selinho e saiu correndo. Tive que rir. Parei por um momento e pensei: Será que não era mesmo uma obsessão sua? E se Niall for daqueles caras que morrem de ciumes até de amigas? 

Não tinha como saber, eu mal o conhecia. A unica forma de descobrir era o botando á prova...e era isso o que eu pretendia fazer.

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Convidei o Niall para irmos em um museu Egípcio que ficaria mais umas semanas na cidade. Ele aceitou e combinamos de nos encontrarmos uma quadra antes do lugar, para que tivéssemos mais uma aparição em publico. Eu estava ali, parada, o esperando, olhando a rua movimentada e calculando quantos degraus teríamos que subir para passar pela passarela que nos ligava ao museu.

Logo vi ele se aproximando. Usava um blusão preto e calça jeans. Diferente de mim, Niall aparecia nos encontros.

- Oi. - sorri.

Ele fez exatamente o que imaginei que faria; me analisou da cabeça aos pés e franziu a testa.

- Que roupa é essa? - perguntou.

Eu usava um short jeans e um moletom de ombro caído. Não era algo vulgar ou inaceitável, quer dizer, seria inaceitável para uma pessoa extremamente ciumenta.

- Moletom e short jeans, conhece? - respondi.
- Conheço. Não gostei.
- Por que? - começamos á subir os degraus.
- Ah, sei lá, é que esta frio.
- Eu não estou com frio. - mentira.
- Você está vendo alguém na rua usando short? - chegamos la em cima - Ninguém está usando. E de que adianta usar um moletom se ele deixa seu ombro destampado?
- É o estilo Niall.
- Não gostei.
- Sério? - me virei para ele - Você não gostou por que eu posso passar frio ou por que você está com ciumes?
- Ciumes? Não. Eu só acho que não vai ficar legal você aparecer na capa das revistas usando essa roupa, parece até que é solteira.
- Em primeiro lugar; eu sou solteira. Em segundo lugar; estamos no século 21, eu não tenho que andar por aí com um pano preto na cabeça.
- O nome daquilo não é pano preto, é...
- Não importa. A questão é que você já está me repreendendo agora, imagina como vai ser futuramente.
- Eu não gosto que minha namorada ande assim, não acho que tem que ficar se expondo.
- Não sou sua namorada.
- Tecnicamente sim, lembra? As revistas acham que você é, então você é.
- Mas...
- E eu não gosto que a minha namorada passe na rua e os caras fiquem babando por cima dela.
- Eles não ficam babando.
- Ficam. E quer saber? Você vai trocar de roupa porque não estou afim de ficar aturando um bando de...
- Ei! Pode parar! Não mesmo! Eu escolho as roupas que vou vestir.
- Não, você não escolhe. Você é minha namorada e tem que andar com a mesma quantidade de tecido que eu.
- Cala a boca Niall, que droga é essa?
- Vai trocar de roupa e não complica, é sério.
- Para!
- Eu não quero que pensem que a minha namorada é puta.
- Puta? Por andar com essa roupa eu sou puta? Meu Deus Niall.
- Não quero discutir de novo.
- Então para! Eu não estou matando ninguém! Não estou traindo ninguém! Não estou fazendo mal para ninguém! Então posso usar essa roupa e não vai fazer diferença nenhuma.
- Você está fazendo mal para mim.
- Não. Você que está fazendo mal para sí mesmo.
- Troca de roupa.
- Não.
- Troca de roupa.
- Me obrigue.

Niall tirou seu blusão e me olhou.

- Coloca. - falou.
- Não. - respondi.
- Coloca.
- Não.
- Coloca. - ele veio na minha direção.
- Não.
- Que coisa!
- Para Niall, desiste.
- Coloca.
- Não.
- Coloca.
- Se você falar "coloca" mais uma vez eu juro que tiro meu moletom agora.
- Co...
- Não ouse.
- Lo...
- Niall.
- Ca.
- Eu te avisei. - me virei para uma lado da rua e tirei o moletom de uma só vez.

Carros começaram á buzinar e Niall parecia não acreditar no que estava acontecendo. Ele veio para cima de mim e me cobriu com seu blusão.

- Sai daqui Niall! - o empurrei - Eu te avisei! Eu não pertenço á ninguém, muito menos á você.
- Para! Olha o que você está fazendo! - ele gritou. Uma pessoa passou por nós e ficou nos encarando.
- Sai Niall! Que droga!
- Por que você fez isso? O que vão...?

      BUM!

Ficamos em silencio de repente e paramos de brigar. Niall deixou que o blusão escorregasse pela sua mão e caísse no chão. Nos olhamos assustados e lentamente nos viramos para trás. Havia um carro parado, e um poste em cima dele. Niall se virou para mim, me entregou o blusão e então falou nitidamente bravo:

- Agora você matou alguém.



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Continua...