terça-feira, 13 de maio de 2014
Fanfic: Behind the Scenes, CAP. 6
(S/N) on:
Abri os olhos e olhei ao redor. Aquele não era meu quarto, com certeza: estava arrumado demais para ser. Senti um ventinho no meu cabelo, era a respiração de alguém.
O que aconteceu de noite? Eu não lembrava de quase nada. Tentei me virar para ver quem era mas havia uma mão em minha cintura.
Niall estava deitado ao meu lado. Levantei da cama em um pulo, logo ele acordou assustado. Conferi se eu estava de roupa.
- O que houve? - ele perguntou coçando os olhos.
- Eu que pergunto! O que houve aqui?
- Depende.
- Ai meu Deus! Depende de que? O que aconteceu?
- Se for o que você está pensando, não, não aconteceu nada, infelizmente. Mas, se você estiver perguntando o que ocorreu de fato, eu posso dizer que você meio que explodiu o meu andar de baixo e depois ficou dopada de remédios.
- Infelizmente?
- Essa foi a unica coisa que você escutou?
- Mais ou menos.
- Uau. Enfim, como estão as suas costas?
- O que tem as minhas costas?
- Estão doendo?
- Por que estariam?
- Você não maliciou isso, não é?
- Não... - sim.
- Hum, ok. Você se machucou, lembra? Caiu... quebrou minhas coisas... se quebrou...
- Ah, acho que meio que lembro.
- Nossa.
As coisas voltaram em flashes á minha cabeça. Eu podia praticamente lembrar que Niall e eu fizemos algumas coisas, mas não enxergava com clareza.
Niall on
Depois de ser acordado aos sustos, dediquei minha manhã á descobrir se (S/N) lembrava do que aconteceu á noite. Ela lembrava de ter me contado sobre a morte do irmão? Lembrava de ter me beijado? Lembrava de ter apagado do nada bem quando eu estava ficando animado?
- Quer comer alguma coisa? - perguntei logo que descemos a escada. Agora não havia mais poça nenhuma, provavelmente a empregada havia limpado.
- Eu fico sem fome de manhã.
- Hum, e você dormiu bem?
- Sim, e você?
- Muito bem, hum, quer dizer, normal, eu dormi normal, sabe? Tipo, bem...
- Hum...
- E você lembra de ter se machucado? - quase lá Niall...
- Mais ou menos.
- Lembra de quando foi dormir?
- Um pouco. Para que tantas perguntas?
- Do que você lembra?
- Do que eu deveria me lembrar?
Fiquei em silêncio. Se eu contasse com certeza ela pensaria que fizemos algo á mais.
- Eu posso fazer umas torradas para gente. - falei vendo que a luz da cozinha estava acessa. Provavelmente Flavia chamou um eletricista pela manhã.
- Com que torradeira?
- Aé...
Meu celular tocou e eu o atendi. Flavia me lembrou da entrevista que seria em menos de uma hora. Corri até o quarto para tomar banho e me trocar enquanto (S/N) olhava TV.
Quando faltava apenas 10 minutos eu estava pronto, e Flavia, buzinando feito louca.
Desci as escadas e (S/N) parecia nervosa, resolvi fingir que não percebi. Nós dois decidimos que seria melhor sermos "flagrados" mais uma vez.
Andamos até a porta, ela a abriu e demos um abraço, em seguida acenei, lhe mandei um beijo e entrei no carro. Eu estava esperando ansiosamente pelo momento em que Flavia exigisse de nós um beijo em publico.
(S/N) on:
Niall estava estranho, ficava me fazendo perguntas sem sentido. Depois de tentar me obrigar á comer alguma coisa, ele subiu as escadas e fiquei olhando TV. Eu havia dormido sem escovar os dentes?
Subi as escadas e andei até a porta do quarto do Niall, ela estava entre-aberta então achei que podia entrar. A empurrei devagar e levei um susto quando o vi apenas de cueca preta.
Ele botava a calça, sua bunda era grande (não que eu tenha reparado ou coisa assim). Senti um calafrio, talvez eu estivesse com febre, afinal, eu havia me machucado na noite passada.
Desci as escadas e percebi que minhas pernas estavam bambas. Fiquei sem graça quando Niall apareceu novamente.
Ele disse para nos despedimos em frente ás câmeras, então fomos lá fora, mesmo eu estando de pijama.
O abracei, seu cabelo ainda estava molhado e seu perfume ainda mais forte. Era bom sentir sua mão em minha cintura, era bom sentir seu rosto perto do meu. Fiquei com calor, com certeza era febre.
Duas horas depois:
Estava em todos os canais, em todas as revistas, em todos os sites, em todos os lugares!
Meu Facebook simplesmente bombou! Felizmente ficamos bem nas fotos, quer dizer, exceto nas em que eu aparecia de pijama cor de rosa. Parecíamos realmente apaixonados. A unica coisa ruim foram os comentários:
"Quem é essa vadia com o meu marido?"
"O que essa puta ta fazendo tocando no meu Nini?"
"Quem é ela?"
"Larga esse gay e vem pra mim, gostosa."
"Que pijama é esse? Que ridículo!"
"Niall pegando geral."
"Onde esse cara arranja essas mulheres? Por que não tem isso na minha cidade?"
"SABE DE NADA, INOCENTE."
Fiquei meia hora lendo, as fãs eram muito engraçadas. Liguei para Flavia e perguntei que horas eu podia ir embora.
- Troca de roupa e vai agora. - ela respondeu.
- A pé? - perguntei.
- Pega um dos carros do Niall.
- O que? Não! Eu sei como homens amam seus carros.
- O Niall não se importa.
- Flavia, tem caras que preferem o carro á casa.
- E daí? Você vai bater o carro por acaso? Vou desligar.
- Espera.
- O que?
- Onde estão as chaves?
- É assim que se fala! Estão na gaveta do criado mudo dele.
- Como você sabe?
- Eu sei absolutamente tudo sobre o Niall.
- Hum...
- Vai lá.
Subi as escadas e revirei sua gaveta.
- Só tem cuecas e... camisinhas... - falei.
- Ok, eu não sei absolutamente tudo sobre ele... procura mais em baixo.
- Achei! Tem cinco chaves, qual eu pego?
- Pega qualquer uma, vou desligar, tchau.
Eu ia dizer "tchau" mas ela desligou na minha cara. Como eu não tinha outra roupa para usar, botei minha calça jeans, bota e peguei uma blusa do Niall no armário. Eu ja havia revirado sua gaveta mesmo, pelo jeito ele não tinha nada á esconder.
Andei até a garagem e descobri de qual chave era o carro. Era um vermelho, conversível e extremamente chamativo. Com certeza ele amava aquele carro.
Entrei nele e me surpreendi com o luxo. Os bancos e todo seu painel eram revestidos á couro branco. Seu volante era largo e levemente dourado.
O portão se abriu (o Niall tem uma guarita! Eu nem havia percebido!) e andei devagar, temendo dar ao carro seu primeiro arranhão.
Nunca gostei de dirigir, mas confesso que em um conversível daqueles eu podia passar minha vida toda viajando.
Passei por uma estrada que geralmente era bem calma, mas que agora estava um pouco congestionada. Logo vi o motivo: havia uma obra, um buraco que mais parecia um abismo estava sendo aberto.
Atrás de mim não vinha ninguém, reduzi ainda mais a velocidade e resolvi aproveitar aquele momento ouvindo musica.
Minha atenção na estrada foi roubada por um cachorrinho, no canto da rua, tremendo de frio. Ele era tão pequeno, provavelmente um filhotinho.
Parei o carro no canto da rua e desci correndo para pegá-lo antes que viesse alguém, afinal, a ultima coisa que eu queria era atrapalhar o transito.
- Como você está cachorrinho? - perguntei me aproximando dele, mesmo sabendo que ele não iria responder - Você está com frio? Quer ir para casa comigo?
Ele me olhava hesitante, mas ainda assim não se movia. Peguei ele no colo, dava para sentir sua costela.
- Agora você está bem, - falei enquanto me levantava - vou te dar uma carona até minha casa e...
O carro não estava ali. Senti como se meu estomago tivesse sido arrancado do meu organismo. Alguém havia roubado? Olhei ao redor, e ali estava ele, deslizando abismo abaixo.
Corri para a ponta da rua. O carro quicou em algumas pedras e então voltou á ficar de pé, sendo levado até mais no fundo.
Por fim, depois que gritei "NÃÃÃÃÃO" como se aquilo fosse ajudar em alguma coisa, ele deu sua ultima capotada e explodiu! Uma fumaça preta subiu no céu e ainda dava para o ver pegando fogo.
Niall nunca me perdoaria. Será que daria para concertar a situação entregando á ele um cachorrinho magrelo?
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Continua...
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Mor continua
ResponderExcluirBjs da tua amada melhor amiga duda